Esta semana, cheguei a ensaiar alguns comentários sobre as eleições presidenciais, sobretudo depois do “empate técnico” entre os candidatos Serra e Rousseff. Até onde vai o peso da beleza (ou a feiúra) exterior e interior no êxito dos candidatos é outro tema recorrente e rico.
É que setores da imprensa exaltam o visual cada vez mais soft da ex-ministra,transformando em passado a carranca, agora com as madeixas à Sharon Stone. Aliás, dona Dilma está a cópia fiel da Norma Benguel com o penteado da protagonista de Instinto Selvagem. Não foi por acaso seu equívoco ao publicar no seu blog uma foto de Benguel (jovem) julgando ser sua. Já o pobre Serra, visualmente falando, é uma catástrofe grega. Sério, é feíssimo; sorrindo, é medonho. Mas como disse alguém, se beleza fosse fundamental, a candidata seria a Sabrina Sato.
Eis que as dúvidas acabaram ao ler o artigo de Eduardo Bomfim de ontem. Está uma maravilha. Quem não leu, não sabe o que perdeu. Sempre antenado, com a isenção habitual, chama a atenção para âncoras tendenciosos e malintencionados.
No caso, o âncora em questão seria um partidário do Serra que recomendava seu alinhamento com a política do execrável espanhol José Maria Aznar. Pessoalmente, nada sei sobre Aznar, mas já odeio
esse terrível conservador recalcitrante.
Por falar em aliados (perigosos?) da direita, lembrei-me de um dos ícones da política paulista, ele mesmo, o Paulo Salim Maluf, uma das esperanças de voto de Dilma Rousseff para desbancar as vantagens de Serra no Sudeste.
Mas essa questão de âncora é mesmo complicada. É muito divertido o programa de uma determinada estação de rádio em que o âncora local demonstra não gostar do governador. Quem quiser saber as más notícias com colorido especial, sem qualquer preocupação de se mostrar imparcial, ligue a emissora.
A coisa é tão folclórica que dá a impressão que o jornalista acabou de aterrissar de outra galáxia. Parecendo que Vilela recebeu um filé do antecessor, o cara finge ficar abismado com a violência no Estado. Como se nao fosse um problema crönico (nem por isso menos grave), a pletora e o desmantelo do HGE deixam o sujeito revoltado. Ele nunca ouviu
falar de contubérnio concupiscente entre o executivo e o legislativo.
Desconhece vícios na escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas. Escandaliza-se com supostas falcatruas em secretarias chaves (Fazenda, Educação, Saúde). Horroriza-se com obras superfaturadas, com crianças fora da escola, com assaltos na Rua do Comércio.
E pensar que até bem pouco tempo essa mesma emissora desmanchava-se em elogios ao governador.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
ASSIM FALOU VERA ROMARIZ
A crônica do homem comum...para sempre.
Sempre que abrimos um jornal qualquer e lemos uma crônica, interrompemos a leitura de um fluxo linear de informações para obter,em linguagem leve,mas crítica,um comentário,um olhar oblíquo sobre os fatos que um leitor menos atento poderia considerar natural.Porque o cronista,em sua só aparente leveza,reescreve o cotidiano que,por vezes,vivenciamos automaticamente,”sem tempo de manteiga nos dentes”,como diria Fernando Pessoa.
Lendo as 42 crônicas de Ronald Mendonça, ora organizadas em livro, percebo um olhar ágil ,como uma câmera,a mostrar-nos cenas de Maceió e do Brasil,presentes ou esmaecidas em nossa memória.O cronista,como um mágico verbal, põe novo foco em novos ou velhos fatos,dá-lhes um roteiro inesperado,e eles saltam do congelamento do já dito para a vida nova que a leitura de uma crônica proporciona,na vida curta de um jornal.
O autor que escreve essas crônicas utiliza três caminhos na estruturação dos textos: ora narra pequenos “causos”,como em “Praga de sogra”,que conta em tom irônico a saga de uma viúva à espera de um bom partido,ora tece comentários políticos sobre fatos da atualidade,ora constrói perfis humanos..No segundo caso,o autor relaciona males públicos antigos da política nelas fazendo incidir, de modo às vezes transversal, uma inteligente crítica de costumes,como na saborosa “Água Velva e botox”; nesse modus faciendi, gira a câmera para o presente local ou nacional,construindo uma analogia entre o fato antigo e o novo.Parece ser objetivo do cronista reiterar a persistência das mazelas dos homens públicos,envoltos em casos de corrupção e de menosprezo às necessidades populares.
As relações humanas constituem prato do dia do cronista,aí incluídas a do casamento,em que passeiam mulheres vaidosas ou perigosas e homens nordestinos em melancólico crepúsculo de vigor e autoridade paterna,narrado com uma ironia complacente pelo autor em “Lições de vida”.Pela mão do cronista Ronald Mendonça, personagens diversas expressam em ações ou em falas o desejo individual,a frustração com o país e a cidade,o desgosto e o gosto por coisas corriqueiras que constroem em linhas simples o cotidiano das cidades- espaço por excelência da crônica brasileira.
No terceiro caminho, enfim,traz à tona perfis pitorescos de figuras populares,ou da classe média,de amigos que admira e estima,das quais extrai verdades humanas, ou exemplares.É o caso de uma em especial,em que descreve a trajetória humana de um pai em busca por justiça e paz-valores que prezou e que viu serem desarticulados em tragédia familiar que lhe vitimou os filhos jovens. Desses perfis, essalto “Idiotas asilares”,cujo conteúdo remete à luta de um pai argentino( espécie de alter ego do autor) por leis mais duras contra a criminalidade.Motivado pelo assassinato do filho,o engenheiro Blumberg recebe do cronista Ronald Mendonça um tratamento erudito e comovente,chamando-o de “esse Quixote dos pampas,-uma “triste figura” bem sucedida que empunhando sua tragédia pessoal e cavalgando a sua dor já começa a colecionar vitórias”.
A aproximação é sutil,se observarmos que a bela obra de Miguel de Cervantes nos remete à utopia de um mundo pleno de humanismo proposta por um escritor cético em relação ao contexto em que se inseria.
Com “motes”diversos, e um sólido conhecimento da tradição judaico-cristã,e da cultura latina,o que se materializou em um texto sobre Esopo e sua fábula,e em outro sobre a trajetória do homem Jesus Cristo,o autor transmite para o tecido verbal sua intimidade com a civilização latina,que estuda há tempos.Mas ele utiliza uma erudição sem pedantismo,como um bom cronista o faria,porque traz o conhecimento antigo e o atualiza com inteligência,humor e crítica.O olhar saudosista sobre uma Maceió antiga,iluminada por festas e falas populares surge bela e delicada,com o bairro de Bebedouro engolfado por uma modernidade desumana e excludente;trata-se de um contraponto a seus textos mais incisivos sobre políticos locais ou nacionais.
Contando “causos”, provocando risos ou críticas polêmicas, a crônica de Ronald Mendonça reacende uma verdade que me é cara: o gênero crônica nasce nos jornais,e sua linguagem se dirige ao homem comum,àquele que luta,sofre,xinga o governo,e depois veste uma “camisa listrada e sai por aí”. Que bom!
Maceio, abril de 2010
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PS- Amigo Ronald: Amei a crônica “Vera para sempre”.Mas como analisá-la sem cair no risco de ser criticada por parcialidade verdadeira,assumida,prazerosa?Beijo para sempre em você, em Nadja, e em nossas crianças.
Maceio, abril de 2010
Sempre que abrimos um jornal qualquer e lemos uma crônica, interrompemos a leitura de um fluxo linear de informações para obter,em linguagem leve,mas crítica,um comentário,um olhar oblíquo sobre os fatos que um leitor menos atento poderia considerar natural.Porque o cronista,em sua só aparente leveza,reescreve o cotidiano que,por vezes,vivenciamos automaticamente,”sem tempo de manteiga nos dentes”,como diria Fernando Pessoa.
Lendo as 42 crônicas de Ronald Mendonça, ora organizadas em livro, percebo um olhar ágil ,como uma câmera,a mostrar-nos cenas de Maceió e do Brasil,presentes ou esmaecidas em nossa memória.O cronista,como um mágico verbal, põe novo foco em novos ou velhos fatos,dá-lhes um roteiro inesperado,e eles saltam do congelamento do já dito para a vida nova que a leitura de uma crônica proporciona,na vida curta de um jornal.
O autor que escreve essas crônicas utiliza três caminhos na estruturação dos textos: ora narra pequenos “causos”,como em “Praga de sogra”,que conta em tom irônico a saga de uma viúva à espera de um bom partido,ora tece comentários políticos sobre fatos da atualidade,ora constrói perfis humanos..No segundo caso,o autor relaciona males públicos antigos da política nelas fazendo incidir, de modo às vezes transversal, uma inteligente crítica de costumes,como na saborosa “Água Velva e botox”; nesse modus faciendi, gira a câmera para o presente local ou nacional,construindo uma analogia entre o fato antigo e o novo.Parece ser objetivo do cronista reiterar a persistência das mazelas dos homens públicos,envoltos em casos de corrupção e de menosprezo às necessidades populares.
As relações humanas constituem prato do dia do cronista,aí incluídas a do casamento,em que passeiam mulheres vaidosas ou perigosas e homens nordestinos em melancólico crepúsculo de vigor e autoridade paterna,narrado com uma ironia complacente pelo autor em “Lições de vida”.Pela mão do cronista Ronald Mendonça, personagens diversas expressam em ações ou em falas o desejo individual,a frustração com o país e a cidade,o desgosto e o gosto por coisas corriqueiras que constroem em linhas simples o cotidiano das cidades- espaço por excelência da crônica brasileira.
No terceiro caminho, enfim,traz à tona perfis pitorescos de figuras populares,ou da classe média,de amigos que admira e estima,das quais extrai verdades humanas, ou exemplares.É o caso de uma em especial,em que descreve a trajetória humana de um pai em busca por justiça e paz-valores que prezou e que viu serem desarticulados em tragédia familiar que lhe vitimou os filhos jovens. Desses perfis, essalto “Idiotas asilares”,cujo conteúdo remete à luta de um pai argentino( espécie de alter ego do autor) por leis mais duras contra a criminalidade.Motivado pelo assassinato do filho,o engenheiro Blumberg recebe do cronista Ronald Mendonça um tratamento erudito e comovente,chamando-o de “esse Quixote dos pampas,-uma “triste figura” bem sucedida que empunhando sua tragédia pessoal e cavalgando a sua dor já começa a colecionar vitórias”.
A aproximação é sutil,se observarmos que a bela obra de Miguel de Cervantes nos remete à utopia de um mundo pleno de humanismo proposta por um escritor cético em relação ao contexto em que se inseria.
Com “motes”diversos, e um sólido conhecimento da tradição judaico-cristã,e da cultura latina,o que se materializou em um texto sobre Esopo e sua fábula,e em outro sobre a trajetória do homem Jesus Cristo,o autor transmite para o tecido verbal sua intimidade com a civilização latina,que estuda há tempos.Mas ele utiliza uma erudição sem pedantismo,como um bom cronista o faria,porque traz o conhecimento antigo e o atualiza com inteligência,humor e crítica.O olhar saudosista sobre uma Maceió antiga,iluminada por festas e falas populares surge bela e delicada,com o bairro de Bebedouro engolfado por uma modernidade desumana e excludente;trata-se de um contraponto a seus textos mais incisivos sobre políticos locais ou nacionais.
Contando “causos”, provocando risos ou críticas polêmicas, a crônica de Ronald Mendonça reacende uma verdade que me é cara: o gênero crônica nasce nos jornais,e sua linguagem se dirige ao homem comum,àquele que luta,sofre,xinga o governo,e depois veste uma “camisa listrada e sai por aí”. Que bom!
Maceio, abril de 2010
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PS- Amigo Ronald: Amei a crônica “Vera para sempre”.Mas como analisá-la sem cair no risco de ser criticada por parcialidade verdadeira,assumida,prazerosa?Beijo para sempre em você, em Nadja, e em nossas crianças.
Maceio, abril de 2010
ASSIM FALOU CARLITO LIMA

“Há muitos anos acompanho os escritos de Ronald Mendonça. Crônicas bem escritas, inteligentes, irônicas, às vezes sarcásticas, mas sempre bem humoradas. Sua pena é forte, sem medo de patrulhamento político. Convicções independentes e liberais tornam Ronald um cronista do cotidiano dos mais respeitados nas Alagoas. Segundo informações de pesquisas, suas crônicas estão entre as mais lidas pelos leitores de jornais. Agora, finalmente, graças à sua mulher, Nadja, ele lança o primeiro livro, antologia de crônicas publicadas na Gazeta de Alagoas. Quem ganha são seus inúmeros leitores que terão acesso à sua obra, preciosa fonte de consulta de historiadores, estudantes. Será sempre importante ler e ter os livros de Ronald Mendonça. Se me pedissem uma lista dos melhores cronistas contemporâneos, certamente eu colocaria Ronald entre os 10 primeiros.”
Carlito Lima - escritor
ASSIM FALOU VANIA PAPINI GÓES
L.A.S.
(Latim aos Sábados)
Serei breve:”Parvum parva decent”*
Há alguns anos encontrei o famoso professor Aloysio Galvão e, expondo-lhe minha dificuldade em entender textos musicais escritos em latim, fui convidada a ingressar no curso (para iniciantes), a começar naquele sábado, na Academia Alagoana de Letras.
No entanto, no primeiro dia percebi como seria difícil acompanhar aquela turma de 14 alunos, principalmente por notar entre eles a presença de três “feras”: a professora Renira, que se tornou a assessora do professor Aloysio, o advogado Claúdio Vieira com uma ótima bagagem de conhecimentos latinos e o neurocirurgião Ronald Mendonça, que possuía enorme facilidade de associação aos termos próprios da medicina, tornando assim mais acessível a compreensão do teor de cada frase que nos era ensinada. Todos três eram professores, com várias obras publicadas.
Mas o tempo foi passando e a frequencia ficando reduzida até o dia que, olhei em volta e percebi que só restavam aquelas três “feras” e eu (pobre coitada!) tive que refletir um pouco mais. Lembrei-me dos artigos de Ronald, a maioria com citações latinas. Com que habilidade ele tece suas críticas! E ainda consegue o tempo necessário para fazê-lo com prfeição. Sem querer abandonar o curso, folheei o livro “Não Perca o Seu Latim” de Paulo Rónai, onde encontrei essa frase “Disce aut discede”* e resolvi ficar para aprender, entretanto precisaria estudar muito mais, mesmo sabendo que ao nível de Ronald, Renira e Cláudio é difícil chegar. Comecei por copiar livros inteiros, estudando diariamente, o que muito me ajudou. E foi assim que um belo dia me senti capaz de escrever bilhetinhos em latim!
Nosso LAS, reunião hebdomadária que no início constava apenas de feitura gramatical, foi criando uma roupagem nova, englobando os mais diversos temas, desde os clássicos da literatura, passando pelo Vaticano comn assuntos muitas vezes abordados “sub rosa”*, até meros comentários de jornal, não raro provocando no grupo boas gargalhadas, mas tudo sob o punho estrutural do Prof. Aloysio Galvão. É um compromisso deveras prazeroso que nos faz alimentar a esperança de um dia ver o latim voltar a ser matéria obrigatória nos estabelecimentos de ensino.
E ainda existe quem nos queira dissuadir de tais estudos... Eis a resposta: “De gustibus non est disputandum”*
Vânia Papini Góes
*Parvum par decent : Aos pequenos convêm coisas pequenas (Horácio- Epístolas)
*Disce aut discede: Aprende ou vai embora
*Sub rosa: Em segredo
*De gustibus non est disputandum: O que é de gosto não se discute
(Latim aos Sábados)
Serei breve:”Parvum parva decent”*
Há alguns anos encontrei o famoso professor Aloysio Galvão e, expondo-lhe minha dificuldade em entender textos musicais escritos em latim, fui convidada a ingressar no curso (para iniciantes), a começar naquele sábado, na Academia Alagoana de Letras.
No entanto, no primeiro dia percebi como seria difícil acompanhar aquela turma de 14 alunos, principalmente por notar entre eles a presença de três “feras”: a professora Renira, que se tornou a assessora do professor Aloysio, o advogado Claúdio Vieira com uma ótima bagagem de conhecimentos latinos e o neurocirurgião Ronald Mendonça, que possuía enorme facilidade de associação aos termos próprios da medicina, tornando assim mais acessível a compreensão do teor de cada frase que nos era ensinada. Todos três eram professores, com várias obras publicadas.
Mas o tempo foi passando e a frequencia ficando reduzida até o dia que, olhei em volta e percebi que só restavam aquelas três “feras” e eu (pobre coitada!) tive que refletir um pouco mais. Lembrei-me dos artigos de Ronald, a maioria com citações latinas. Com que habilidade ele tece suas críticas! E ainda consegue o tempo necessário para fazê-lo com prfeição. Sem querer abandonar o curso, folheei o livro “Não Perca o Seu Latim” de Paulo Rónai, onde encontrei essa frase “Disce aut discede”* e resolvi ficar para aprender, entretanto precisaria estudar muito mais, mesmo sabendo que ao nível de Ronald, Renira e Cláudio é difícil chegar. Comecei por copiar livros inteiros, estudando diariamente, o que muito me ajudou. E foi assim que um belo dia me senti capaz de escrever bilhetinhos em latim!
Nosso LAS, reunião hebdomadária que no início constava apenas de feitura gramatical, foi criando uma roupagem nova, englobando os mais diversos temas, desde os clássicos da literatura, passando pelo Vaticano comn assuntos muitas vezes abordados “sub rosa”*, até meros comentários de jornal, não raro provocando no grupo boas gargalhadas, mas tudo sob o punho estrutural do Prof. Aloysio Galvão. É um compromisso deveras prazeroso que nos faz alimentar a esperança de um dia ver o latim voltar a ser matéria obrigatória nos estabelecimentos de ensino.
E ainda existe quem nos queira dissuadir de tais estudos... Eis a resposta: “De gustibus non est disputandum”*
Vânia Papini Góes
*Parvum par decent : Aos pequenos convêm coisas pequenas (Horácio- Epístolas)
*Disce aut discede: Aprende ou vai embora
*Sub rosa: Em segredo
*De gustibus non est disputandum: O que é de gosto não se discute
ASSIM FALOU RENIRA LISBOA LIMA
Ronald, amigo e colega do Latim aos Sábados,
Alegrou-me o fato de ter eternizado essa experiência semanal, vivida ora na Academia Alagoana de Letras, ora na ALMAGIS, transformando-a num título, não só de um dos textos – o primeiro –, mas também de toda a coletânea em que se organizam, cronologicamente, as crônicas publicadas em 2007, também aos sábados.
Tendo o jornal uma vida efêmera, de um dia, como a rosa de Ronsard , o que, aliás, já determina seu próprio nome – NOMEN EST OMEN –, fez muito bem em reunir estas crônicas num livro, forma que apresenta uma dupla vantagem: temporal, uma duração muito maior; e espacial, uma dimensão muito menor, além de um mais fácil manuseio.
Beneficiam-se, assim, os seus inúmeros leitores, podendo relê-las à vontade, percorrendo a variedade e a pertinência dos assuntos selecionados e deliciando-se com os traços de seu estilo e de seu humor, todas essas qualidades que o tornam um senhor cronista. Parabéns para você e, sobretudo, para os seus leitores!
A amiga e colega Renira
Alegrou-me o fato de ter eternizado essa experiência semanal, vivida ora na Academia Alagoana de Letras, ora na ALMAGIS, transformando-a num título, não só de um dos textos – o primeiro –, mas também de toda a coletânea em que se organizam, cronologicamente, as crônicas publicadas em 2007, também aos sábados.
Tendo o jornal uma vida efêmera, de um dia, como a rosa de Ronsard , o que, aliás, já determina seu próprio nome – NOMEN EST OMEN –, fez muito bem em reunir estas crônicas num livro, forma que apresenta uma dupla vantagem: temporal, uma duração muito maior; e espacial, uma dimensão muito menor, além de um mais fácil manuseio.
Beneficiam-se, assim, os seus inúmeros leitores, podendo relê-las à vontade, percorrendo a variedade e a pertinência dos assuntos selecionados e deliciando-se com os traços de seu estilo e de seu humor, todas essas qualidades que o tornam um senhor cronista. Parabéns para você e, sobretudo, para os seus leitores!
A amiga e colega Renira
ASSIM FALOU ALOYSIO GALVÃO
QUASE PREFÁCIO AO ‘’ LAS’’
O Curso de Latim promovido pela Academia Alagoana de Letras, de início visava levar o aluno a traduzir expressões latinas frequentes na vida cotidiana, tais como ‘’ad hoc’’,’’ad referendum’’,’’alibi’’,’’apud’’, ‘’bis’’, ‘’busilis’’, ‘’déficit’’, ’’fórum’’,’’hoc est’’,’’idem’’, ‘’post scriptum’’, ‘’superavit’’, ‘’et cetera-etc.’’, etc.
Então, não um curso para um mero e tolo decorar de terminações de declinação e conjugação, mas para dominar o vocabulário preciso com o uso correto do léxico latino, e para assenhorear-se suficientemente da morfologia e sintaxe latinas, podendo assim traduzir sentenças e até ler alguma obra mais simples da LITERATURA LATINA, como o ‘’Breviário da História Romana’’ de EUTRÓPIO.
Com o passar dos módulos e períodos, os alunos menos interessados foram desistindo, e resistiram quatro aplicadíssimos, hoje, colegas meus, que, com o domínio da morfologia, sintaxe e vocabulário, alçaram vôo largo, chegando , com desenvoltura, ao estudo dos grandes obras da LITERATURA LATINA, verdadeiros pilares das letras ocidentais.
Assim, já vimos gradativamente, com cuidado e atentos ao vocabulário e às expressões do texto original, as ‘’Sententiae’’ de PUBLILIO SIRO e as ‘’Fabellae’’ de FEDRO. Sempre subindo mais, estudamos a ‘’Eneida’’ de VIRGÍLIO, A ‘’Arte de Amar’’ e ‘’Os Amores’’ de OVÍDIO, as sublimes ‘’Odes’’ de HORÁCIO, e, hoje, estudamos o admirável prosador, pensador e orador MARCO TÚLIO CÍCERO, de quem, após apreciarmos a ‘’Oratio Prima in Catilinam’’, analisando os dotes ímpares de orador e de autêntico promotor ao acusar o senador LÚCIO SERGIO CATILINA de conspirar e trair a República Romana, agora, estudamos a oração ‘’Pro Archia’’, em que CÍCERO defensor brilhante,hoje patrono universal dos advogados, em pleno FORVM ROMANO, comovido e vibrante,defende seu antigo mestre de poética e retórica, acusado de crime contra a cidadania romana.
Caro leitor, este é o LAS, o nosso ‘’Latim aos Sábados’’, onde a Profª Renira L.M Lima, a Empresária e Poetisa Vânia Papini, o Médico Ronald Mendonça e o Advogado Cláudio Vieira, diligentes colegas meus, quatro últimos abencerrages da latinidade, e eu já não fazemos um curso de Latim, mas constituímos e vivemos um Grupo de Altos Estudos Latinos.
Há, também, que ressaltar o marcante estilo do autor, sempre caracterizado por fino humor, dosado de leves ironias e apanhadas palavras ou frases especialmente concisas e precisas.
Aqui, vão meus parabéns aos integrantes do Grupo, e louvores máximos ao Cronista RONALD MENDONÇA que, neste livro – ‘’scripta manent’’- registra indelével a existência do LAS.
O Curso de Latim promovido pela Academia Alagoana de Letras, de início visava levar o aluno a traduzir expressões latinas frequentes na vida cotidiana, tais como ‘’ad hoc’’,’’ad referendum’’,’’alibi’’,’’apud’’, ‘’bis’’, ‘’busilis’’, ‘’déficit’’, ’’fórum’’,’’hoc est’’,’’idem’’, ‘’post scriptum’’, ‘’superavit’’, ‘’et cetera-etc.’’, etc.
Então, não um curso para um mero e tolo decorar de terminações de declinação e conjugação, mas para dominar o vocabulário preciso com o uso correto do léxico latino, e para assenhorear-se suficientemente da morfologia e sintaxe latinas, podendo assim traduzir sentenças e até ler alguma obra mais simples da LITERATURA LATINA, como o ‘’Breviário da História Romana’’ de EUTRÓPIO.
Com o passar dos módulos e períodos, os alunos menos interessados foram desistindo, e resistiram quatro aplicadíssimos, hoje, colegas meus, que, com o domínio da morfologia, sintaxe e vocabulário, alçaram vôo largo, chegando , com desenvoltura, ao estudo dos grandes obras da LITERATURA LATINA, verdadeiros pilares das letras ocidentais.
Assim, já vimos gradativamente, com cuidado e atentos ao vocabulário e às expressões do texto original, as ‘’Sententiae’’ de PUBLILIO SIRO e as ‘’Fabellae’’ de FEDRO. Sempre subindo mais, estudamos a ‘’Eneida’’ de VIRGÍLIO, A ‘’Arte de Amar’’ e ‘’Os Amores’’ de OVÍDIO, as sublimes ‘’Odes’’ de HORÁCIO, e, hoje, estudamos o admirável prosador, pensador e orador MARCO TÚLIO CÍCERO, de quem, após apreciarmos a ‘’Oratio Prima in Catilinam’’, analisando os dotes ímpares de orador e de autêntico promotor ao acusar o senador LÚCIO SERGIO CATILINA de conspirar e trair a República Romana, agora, estudamos a oração ‘’Pro Archia’’, em que CÍCERO defensor brilhante,hoje patrono universal dos advogados, em pleno FORVM ROMANO, comovido e vibrante,defende seu antigo mestre de poética e retórica, acusado de crime contra a cidadania romana.
Caro leitor, este é o LAS, o nosso ‘’Latim aos Sábados’’, onde a Profª Renira L.M Lima, a Empresária e Poetisa Vânia Papini, o Médico Ronald Mendonça e o Advogado Cláudio Vieira, diligentes colegas meus, quatro últimos abencerrages da latinidade, e eu já não fazemos um curso de Latim, mas constituímos e vivemos um Grupo de Altos Estudos Latinos.
Há, também, que ressaltar o marcante estilo do autor, sempre caracterizado por fino humor, dosado de leves ironias e apanhadas palavras ou frases especialmente concisas e precisas.
Aqui, vão meus parabéns aos integrantes do Grupo, e louvores máximos ao Cronista RONALD MENDONÇA que, neste livro – ‘’scripta manent’’- registra indelével a existência do LAS.
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