quinta-feira, 3 de junho de 2010

Äncoras

Esta semana, cheguei a ensaiar alguns comentários sobre as eleições presidenciais, sobretudo depois do “empate técnico” entre os candidatos Serra e Rousseff. Até onde vai o peso da beleza (ou a feiúra) exterior e interior no êxito dos candidatos é outro tema recorrente e rico.
É que setores da imprensa exaltam o visual cada vez mais soft da ex-ministra,transformando em passado a carranca, agora com as madeixas à Sharon Stone. Aliás, dona Dilma está a cópia fiel da Norma Benguel com o penteado da protagonista de Instinto Selvagem. Não foi por acaso seu equívoco ao publicar no seu blog uma foto de Benguel (jovem) julgando ser sua. Já o pobre Serra, visualmente falando, é uma catástrofe grega. Sério, é feíssimo; sorrindo, é medonho. Mas como disse alguém, se beleza fosse fundamental, a candidata seria a Sabrina Sato.
Eis que as dúvidas acabaram ao ler o artigo de Eduardo Bomfim de ontem. Está uma maravilha. Quem não leu, não sabe o que perdeu. Sempre antenado, com a isenção habitual, chama a atenção para âncoras tendenciosos e malintencionados.
No caso, o âncora em questão seria um partidário do Serra que recomendava seu alinhamento com a política do execrável espanhol José Maria Aznar. Pessoalmente, nada sei sobre Aznar, mas já odeio
esse terrível conservador recalcitrante.
Por falar em aliados (perigosos?) da direita, lembrei-me de um dos ícones da política paulista, ele mesmo, o Paulo Salim Maluf, uma das esperanças de voto de Dilma Rousseff para desbancar as vantagens de Serra no Sudeste.
Mas essa questão de âncora é mesmo complicada. É muito divertido o programa de uma determinada estação de rádio em que o âncora local demonstra não gostar do governador. Quem quiser saber as más notícias com colorido especial, sem qualquer preocupação de se mostrar imparcial, ligue a emissora.
A coisa é tão folclórica que dá a impressão que o jornalista acabou de aterrissar de outra galáxia. Parecendo que Vilela recebeu um filé do antecessor, o cara finge ficar abismado com a violência no Estado. Como se nao fosse um problema crönico (nem por isso menos grave), a pletora e o desmantelo do HGE deixam o sujeito revoltado. Ele nunca ouviu
falar de contubérnio concupiscente entre o executivo e o legislativo.
Desconhece vícios na escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas. Escandaliza-se com supostas falcatruas em secretarias chaves (Fazenda, Educação, Saúde). Horroriza-se com obras superfaturadas, com crianças fora da escola, com assaltos na Rua do Comércio.
E pensar que até bem pouco tempo essa mesma emissora desmanchava-se em elogios ao governador.

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