domingo, 24 de junho de 2012
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Câmara Municipal presta homenagem ao médico Ronald Cabral Mendonça
A Câmara Municipal de Arapiraca realizou na noite de ontem, quinta-feira, 9, a sua última Sessão Solene de 2010, para entregar o título de Cidadão Honorário de Arapiraca, ao médico neurocirurgião, Ronald Cabral Mendonça.
A solenidade teve como local o Fórum de Arapiraca. O autor do projeto foi o vereador e presidente Josias Albuquerque.
O primeiro a fazer o uso da palavra foi o ex-vereador José Lopes, que enalteceu as qualidades profissionais do homenageado, como também, a sua dedicação aos pacientes atendidos por ele na Unidade de Emergência de Arapiraca, onde é plantonista todas as quintas-feiras.
O médico Ed Carlos, amigo e ex-aluno do homenageado, ressaltou o carinho dedicado pelo colega aos demais companheiros de profissão, como também aos pacientes da UE.
A vereadora Graça Lisboa, também parabenizou a todos os vereadores, principalmente ao autor do projeto, Josias Albuquerque, por ter reconhecido o trabalho do Dr. Ronald.
O vereador e deputado eleito, Severino Pessoa, também foi outro que parabenizou a Câmara Municipal de Arapiraca, por ter prestado aquela homenagem, lembrando que também foi paciente do Dr. Ronald Cabral Mendonça e que graças a ele, hoje estava completamente curado de um problema de saúde.
Ao agradecer as homenagens, Dr. Ronald Cabral Mendonça, disse que estava bastante emocionado e que jamais esperou ser homenageado, mesmo porque segundo ele, estava cumprindo com sua obrigação de médico.
Na qualidade de plantonista da Unidade de Emergência do Agreste, onde está há cinco anos, o médico falou da importância da unidade para Arapiraca e a Região do agreste, afirmando que se não fosse a UE, muitos pacientes morreriam a caminho de Maceió.
Outro dado preocupante segundo ele é o fato de que 25% dos pacientes atendidos com traumas na Unidade de Emergência do agreste são vítimas de acidentes de motos, em decorrência da falta de capacete ou mesmo a ingestão de bebidas alcoólicas.
Mostrando bastante preocupação com esse quadro, o Dr. Ronaldy Cabral Mendonça, chegou a conclamar as autoridades do trânsito em Arapiraca, a fazer uma ampla campanha de conscientização entre os motoqueiros.
Ao finalizar, ele também lembrou de grandes nomes da medicina em Arapiraca, citando como exemplo, Dr. Edler Lins, que deu início a um grande trabalho na área de Medina em Arapiraca, como também, o médico Judá Fernandes de Lima, a quem classificou de uma lenda viva da medicina.
Ele disse que a sua responsabilidade aumentava muito mais ainda por ser um dos mais novos filhos da cidade.
O autor da homenagem, Josias Albuquerque, disse que não era apenas o Poder Legislativo que sentia orgulho, mas também toda a população de Arapiraca, que reconhece no médico e amigo, um profissional completo e muitas qualidades.
Participaram da solenidade, além de familiares e amigos do homenageado, os vereadores Moisés Machado, Rogério Nezinho, Dorge do Queijo, Gilvania Barros, Adalberto Saturnino, Robério Lima Ataíde, Graça Lisboa, Josias Albuquerque e Severino Pessoa.
Fonte: Ascom = Câmara Municipal de Arapiraca
Médico recebe título de Cidadão Honorário de Arapiraca
O primeiro a fazer o uso da palavra foi o ex-vereador José Lopes, que enalteceu as qualidades profissionais do homenageado, como também, a sua dedicação aos pacientes atendidos por ele na Unidade de Emergência de Arapiraca, onde é plantonista todas as quintas-feiras.
O médico Ed Carlos, amigo e ex-aluno do homenageado, ressaltou o carinho dedicado pelo colega aos demais companheiros de profissão, como também aos pacientes da UE.
A vereadora Graça Lisboa, também parabenizou a todos os vereadores, principalmente ao autor do projeto, Josias Albuquerque, por ter reconhecido o trabalho do médico Ronald Cabral.
O vereador e deputado eleito, Severino Pessoa (PPS) parabenizou a Câmara Municipal de Arapiraca, por ter prestado aquela homenagem, lembrando que também foi paciente do Dr. Ronald Cabral Mendonça e que graças a ele, hoje estava completamente curado de um problema de saúde.
Ao agradecer as homenagens,o medico, assegurou que estava bastante emocionado e que jamais esperou ser homenageado, mesmo porque segundo ele, estava cumprindo com sua obrigação de médico.
Na qualidade de plantonista da Unidade de Emergência do Agreste, onde está há cinco anos, o médico falou da importância da unidade para Arapiraca e a Região do Agreste, afirmando que se não fosse a UE, muitos pacientes morreriam a caminho de Maceió.
Outro dado preocupante segundo ele é o fato de que 25% dos pacientes atendidos com traumas na Unidade de Emergência do agreste são vítimas de acidentes de motos, em decorrência da falta de capacete ou mesmo a ingestão de bebidas alcoólicas.
Mostrando bastante preocupação com esse quadro, o Dr. Ronaldy Cabral Mendonça, chegou a conclamar as autoridades do trânsito em Arapiraca, a fazer uma ampla campanha de conscientização entre os motoqueiros.
Ao finalizar, ele também lembrou de grandes nomes da medicina em Arapiraca, citando como exemplo, Dr. Edler Lins, que deu início a um grande trabalho na área de Medina em Arapiraca, como também, o médico Judá Fernandes de Lima, a quem classificou de uma lenda viva da medicina.
Ele disse que a sua responsabilidade aumentava muito mais ainda por ser um dos mais novos filhos da cidade.
O autor da homenagem, Josias Albuquerque, disse que não era apenas o Poder Legislativo que sentia orgulho, mas também toda a população de Arapiraca, que reconhece no médico e amigo, um profissional completo e muitas qualidades.
Participaram da solenidade, além de familiares e amigos do homenageado, os vereadores Moisés Machado, Rogério Nezinho, Dorge do Queijo, Gilvania Barros, Adalberto Saturnino, Robério Lima Ataíde, Graça Lisboa, Josias Albuquerque e Severino Pessoa.
O FIM
Para não humilhar os italianos não deveria falar sobre Berlusconi. Apenas exalto a qualidade da nossa política regida por Lula, Zé Dirceu, Dilma & Ministros, Erenice e seus traquinos pimpolhos, José Sarney, Demóstenes (o incorruptível) e tantos homens e mulheres de bem que fazem a grandeza da nossa terra.
Enfim minha alma está lavada. Tinha o maior complexo porque o calçamento de Bebedouro demorou cerca de quatro anos para ser concluído. Por aqui há igrejas que levaram séculos para terminar. É um bálsamo também para o Cícero Almeida. Há obras que não acabam nunca. Sequer começam
GÊMEOS
RONALD MENDONÇA
MÉDICO E MEMBRO DA AAL
Pela boca de Ivete Sangalo, a
proxeneta Maria Machadão ensina, ex-cathedra: “Puta que se apaixona é burra”. A
fala compõe a personagem que esculpe a denunciadora obra de Jorge Amado sobre a
vida no sul da Bahia, na fase áurea do cacau. Corolários desse, digamos,
aforismo, é a exigência do pagamento, às vezes antecipado, pelos serviços
recebidos. No caso de horas extras e outros que tais, “chega-se junto” pelos
excessos não previstos. Como propalam os economistas, não há almoços grátis.
Nessa pré-diluviana profissão,
a proibição do beijo na boca é cláusula pétrea. que resistiu aos costumes e
venceu os tempos. A tudo isso se convencionou chamar de código de ética.
Falando de profissões, ganhos,
ética etc, logo me vem a invejável categoria dos políticos. Não sei onde estava
com a cabeça quando me meti a ser médico. Poderia ter sido um advogado bem
sucedido, a exemplo do Dr. Thomaz Bastos.
Como ele, começaria defendendo
gratuitamente presos políticos, prostitutas, batedores de carteira, imaginários
perseguidos, alguns canalhas mais ricos– que ninguém é de ferro... Se o bom Deus
ajudasse, talvez chegasse a ministro da Justiça. Naturalmente, iria me fazer de
morto, fingiria que não faria tráfico de influência. Meu escritório, à sorrelfa,
bombaria.
Deus seria minha testemunha.
Quatro anos de renúncia por amor ao meu país, recebendo migalhas, míseros oito
mil reais. Anos bastante. Livre das peias do cargo, limitar-me-ia a continuar a
influenciar indicações para o Supremo. Um sacrifício horrivel. Seria uma espécie
de Richelieu do reinado petralista.
Claro que, como advogado,
mesmo sendo um ex-ministro da Justiça, não iria me sentir constrangido em
defender horrendos marginais e dar dicas – e até falar com mãozinha na boca.
P.Q.P. com noblesse oblige ! Qual o problema dos meus honorários saírem
da contravenção? Afinal de contas, se fosse depender de homens de bem como
clientes, morreria de fome. Eu queria mais era faturar...
Como queria dizer, na outra
vida voltarei político. É o meu sonho de reencarnação. Lula ou Maluf, tanto
faria. Preferiria ser Lula, um Maluf que chegou à presidência. Passaria oito
anos fazendo de conta que governava alguma coisa. Iria fofocar pra caramba,
tomar muita cana e fumar muito cubano. Antes, esculhambaria com tudo: picaretas
do Congresso, banqueiros, industriais, Sarney, Maluf, FHC, ACM, Serra, Barbalho...
Chegaria ao poder e me
agarraria àqueles caras que eu tanto odiara. No meu governo, meu filho, porteiro de
boate, gênio oculto, seria o quadrado de Bill Gates e Steve Jobs. Como um São
Jorge de Bordel, o mensalão correria solto sob as minhas encanecidas barbas.
Negá-lo-ia até sob tortura.
Sim, faria também uma
sucessora. Deixaria uma corja de conhecidos ladrões nos ministérios. Tudo cobra
criada. Humilharia o câncer, embora a voz minguasse. A radioterapia e as pesadas
drogas para me curar comeriam parte dos meus parcos neurônios. Nada mal. Um golpe de mestre superaria todas as expectativas: cairia no colo de Maluf, a minha encantadora alma gêmea.
sábado, 16 de junho de 2012
GENÉTICA, DESTINO E ESPERANÇA
Por: » RONALD MENDONÇA - médico e membro da AAL
Relata a crônica bebedourense que, há muitos anos, frequentava suas rodas de destaque um certo Domingos. Forasteiro, contador de gogas, dizia-se haver lutado na guerra. Sua patente estaria em torno da pré-oficialidade, se é que existe essa condição hierárquica no glorioso Exército Nacional. Como, de fato, manquitolava, não era infrequente vê-lo parado, a exibir heroica e longa cicatriz, estigma indelével da sua bravura. Era um marxista magoado. O tempo encarregar-se-ia de amenizar lembranças de suposto estupro praticado por hordas soviéticas, que por instantes o confundiram com um soldado nazista.
A irreverência bebedourense não perdoava suas descrições mirabolantes dos campos de Itália. Era tido como um dos maiores mentirosos que a região já abrigara. Na realidade, o que a plebe ignara identificava como mentiras, não passavam de delírios. Nosso herói era um paranoide que se recusava a tratar-se. De quando em vez surtava, espancava a mulher e um filho que, por previsível determinismo biológico (a genética), herdara a esquizofrenia paterna. Sentia-se perseguido, achava que os vizinhos o escutavam, reforçava as paredes, punha cadeados fortíssimos no portão de ferro e assim passava dias recolhido. Discretamente, a mulher introduzia na comida remédios que o filho usava e a coisa amainava.
Formado nas baias do quartel, sargento Domingos tinha rasgos de cientista. Julgava-se um profundo conhecedor da psiquiatria. Odiava médicos, sobretudo os raros alienistas existentes. Disparava cartas e telegramas ameaçadores. Um louco asilar de compêndio. Ateu, descia o cacete em Gregor Mendel, o capuchinho que revolucionou a biologia.
Uma tragédia grega o aguardava. Depois de sobreviver às granadas nazistas, o filho desagregado enforcaria o pobre Domingos em plena sesta. Falo de genética - aquele ramo da biologia que procura explicar os porquês das azaradas semelhanças e diferenças entre pais e filhos, sem tirar o olhar de que essa mesma vertente explica os talentos transmitidos por um Érico Veríssimo a seu filho Luiz Fernando. Sim, porque genética não são “somente” as milhares de doenças que se escondem nos emaranhados genômicos dos Domingos da vida. Através deles é que eclodem uma Fernanda Torres, a beleza de uma Ticiane Pinheiro, mas também a deformidade da filha Rafaela. A boa notícia é que a ciência acena com a terapia gênica, arma em gestação que modificará para melhor o destino de milhões de sofredores.
A irreverência bebedourense não perdoava suas descrições mirabolantes dos campos de Itália. Era tido como um dos maiores mentirosos que a região já abrigara. Na realidade, o que a plebe ignara identificava como mentiras, não passavam de delírios. Nosso herói era um paranoide que se recusava a tratar-se. De quando em vez surtava, espancava a mulher e um filho que, por previsível determinismo biológico (a genética), herdara a esquizofrenia paterna. Sentia-se perseguido, achava que os vizinhos o escutavam, reforçava as paredes, punha cadeados fortíssimos no portão de ferro e assim passava dias recolhido. Discretamente, a mulher introduzia na comida remédios que o filho usava e a coisa amainava.
Formado nas baias do quartel, sargento Domingos tinha rasgos de cientista. Julgava-se um profundo conhecedor da psiquiatria. Odiava médicos, sobretudo os raros alienistas existentes. Disparava cartas e telegramas ameaçadores. Um louco asilar de compêndio. Ateu, descia o cacete em Gregor Mendel, o capuchinho que revolucionou a biologia.
Uma tragédia grega o aguardava. Depois de sobreviver às granadas nazistas, o filho desagregado enforcaria o pobre Domingos em plena sesta. Falo de genética - aquele ramo da biologia que procura explicar os porquês das azaradas semelhanças e diferenças entre pais e filhos, sem tirar o olhar de que essa mesma vertente explica os talentos transmitidos por um Érico Veríssimo a seu filho Luiz Fernando. Sim, porque genética não são “somente” as milhares de doenças que se escondem nos emaranhados genômicos dos Domingos da vida. Através deles é que eclodem uma Fernanda Torres, a beleza de uma Ticiane Pinheiro, mas também a deformidade da filha Rafaela. A boa notícia é que a ciência acena com a terapia gênica, arma em gestação que modificará para melhor o destino de milhões de sofredores.
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