Célere, agosto, com sua temidas marés, encaminha-se para o seu terço final. Também irisam o mês grandes cataclismos na política, alguns funestos, outros nem tanto. Entre os funestos, o suicídio de um dos presidentes mais queridos do País: Getúlio Dornelles Vargas. Sua morte, em 24/08/54, provocaria um dia de suspensão das aulas. Para o menino que eu era, esse foi o dado “bom” da tragédia, se é que vocês me entendem.
O oitavo mês do ano também entraria para a história marcado pela extemporânea condecoração do sanguinário Guevara por Jânio Quadros e a renuncia do próprio Jânio, dias depois. Com tantos e sucessivos eventos escalafobéticos anos seguidos, agosto ficou estigmatizado como agourento.
Esqueço agosto e, mais uma vez, tento complementar artigos sobre um Bebedouro que eu e meu irmão Robson vasculhávamos. É que redigi dois textos e não mencionei os Espírito Santo com sua numerosa filharada. Por sinal, muitas famílias esmeravam-se na quantidade de filhos, a começar pela minha que gerou onze pimpolhos. Mas nada comparado aos treze do casal Juvenal/Rubenita, pais da amiga Jacione.
Nada escrevi sobre os Viana, cuja filha Edite doaria o terreno herdado para construção de um abrigo para idosos Luíza de Marillac. Nem sobre os irmãos Ademar e Aldo, atletas do Alexandria e Ferroviário. Parrudões, não obstante de uma mansidão bíblica. Do vereador e líder batista Nicanor Fidelis de Moura, do Zé Pinto, do Valverde e do Ciço Papagaio.
Além dos grupos escolares Alberto Torres e Rosalvo Ribeiro e do Asilo Bom Conselho, a escola de datilografia da professora Helena Pires marcaria época. Não foram poucos os jovens que tiveram sua vida modificada para melhor ao receber o diploma das mãos de Helena. Havia uma banca para a avaliação final, tendo como um dos membros ninguém menos que o lendário monsenhor Tobias. A escolinha de dona Margarida Bittencourt teve seus dias de glória. Outro gol de placa do ensino para os bebedourenses foi o Ginásio Santo Antonio.
Nem só de suspiros por Bonifácio Silveira se vivia. Relembro O Idealista, publicação dos anos 50 do século passado, impresso a duras penas no Orfanato São Domingos. Vale lembrar os principais colaboradores, expressões da emergente intelectualidade tais como Breno Mendonça, os irmãos Ari e José Alves, o poeta e futuro penalista Hamilton Carneiro, os também irmãos Hebel e Ari Ferreira, Jaime e Jorge Bezerra, o radialista Jorge Vilar, o médico José Lopes de Mendonça e o novel pároco Fernando Iório, dentre outros.
domingo, 21 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
CRÔNICA MAIS POBRE
Estive próximo do ex-presidente José Sarney em duas oportunidades. A primeira vez aqui em Maceió, durante cerimônia na Academia Alagoana de Letras. Na ocasião, estava sendo lançado o livro ABC das Alagoas, de Francisco Reinaldo A. De Barros. Ainda sob a presidência do dr. Ib Gatto, o lançamento do livro de Reinaldo atrairia as atenções de um bom público por várias razões, certamente uma delas era a presença do poderoso Sarney. Num discurso não lido, o ex-presidente apresentou o livro (impresso no Senado), elogiou o autor, rememorou Napoleão e no frigir dos ovos foi elegante e agradável.
Na segunda vez, em Brasília, ao subir no avião que me levaria a São Paulo deparei-me com aquele ladino bigode ocupando o meu assento, na primeira fila. Embora um pouco chateado – tendo em conta a idade do usurpador –, fiz valer os meus direitos. O velho não perdeu o rebolado: pediu desculpas e logo aboletou-se em outra poltrona, também na primeira fila. Durante a viagem loroteou o tempo todo com a vizinha do lado.
Recentemente, o velho senador, citando Salomão, despediu-se dos leitores da Folha de S. Paulo onde alimentou, na condição de cronista, coluna semanal durante 20 anos. Repetindo aquela definição de Lara Resende, que dizia que o cronista é aquele sujeito que sabe as primeiras quinzes linhas de qualquer assunto, Sarney (segundo ele próprio) escreveu sobre tudo.
O que mais me agradava era a dissertação sobre sua experiência parlamentar ainda na antiga capital, quando conviveu com célebres personagens da vida pública.
Pessoalmente engrossei as fileiras dos que apreciavam seu estilo. Evidentemente, enquanto o lia tinha que abstrair sua figura repelente como ex-presidente da República, presidente do Senado, sogro de Jorge Murad, pai de Roseana, Zequinha e Fernando...
Amigo querido há décadas, Murillo Gameleira Vaz também decidiu não escrever com a regularidade habitual. Cronista nato, sem os divulgados entraves morais de José Sarney, Murillão incorpora tudo o que se diz sobre o gênero. Desde a narrativa coloquial, leve, irônica, palatável, lírica e informativa, para ser lida entre a mordida do pão e o gole do café, conforme asseguram os teóricos da literatura. Há anos fora de Alagoas, memorialista, com um histórico de lutas na combativa UNE, de vez em quando é citado na coluna do Sebastião Nery como testemunha e personagem de memoráveis andanças pelo ferrolho comunista. Sem a caneta de Murillo, a crônica perde parte do brilho.
Na segunda vez, em Brasília, ao subir no avião que me levaria a São Paulo deparei-me com aquele ladino bigode ocupando o meu assento, na primeira fila. Embora um pouco chateado – tendo em conta a idade do usurpador –, fiz valer os meus direitos. O velho não perdeu o rebolado: pediu desculpas e logo aboletou-se em outra poltrona, também na primeira fila. Durante a viagem loroteou o tempo todo com a vizinha do lado.
Recentemente, o velho senador, citando Salomão, despediu-se dos leitores da Folha de S. Paulo onde alimentou, na condição de cronista, coluna semanal durante 20 anos. Repetindo aquela definição de Lara Resende, que dizia que o cronista é aquele sujeito que sabe as primeiras quinzes linhas de qualquer assunto, Sarney (segundo ele próprio) escreveu sobre tudo.
O que mais me agradava era a dissertação sobre sua experiência parlamentar ainda na antiga capital, quando conviveu com célebres personagens da vida pública.
Pessoalmente engrossei as fileiras dos que apreciavam seu estilo. Evidentemente, enquanto o lia tinha que abstrair sua figura repelente como ex-presidente da República, presidente do Senado, sogro de Jorge Murad, pai de Roseana, Zequinha e Fernando...
Amigo querido há décadas, Murillo Gameleira Vaz também decidiu não escrever com a regularidade habitual. Cronista nato, sem os divulgados entraves morais de José Sarney, Murillão incorpora tudo o que se diz sobre o gênero. Desde a narrativa coloquial, leve, irônica, palatável, lírica e informativa, para ser lida entre a mordida do pão e o gole do café, conforme asseguram os teóricos da literatura. Há anos fora de Alagoas, memorialista, com um histórico de lutas na combativa UNE, de vez em quando é citado na coluna do Sebastião Nery como testemunha e personagem de memoráveis andanças pelo ferrolho comunista. Sem a caneta de Murillo, a crônica perde parte do brilho.
domingo, 17 de julho de 2011
HISTÓRIAS DE VIDAS
*Em meio às evidências de mais uma pilantragem do governo que “não rouba nem deixa roubar” – desta vez no Ministério dos Transportes –, uma pequena notícia vinda da China desperta a atenção: a ponte mais extensa do mundo sobre o mar acaba de ser inaugurada. Tem quase 40 quilômetros e sua construção custou cerca de quatro bilhões de reais, em números redondos. O quilômetro devorou perto de 100 milhões de reais. Enquanto isso, em Porto Alegre, um quilômetro de ponte construído sobre o rio Guaíba, teria consumido valores em torno de 300 milhões.
Segundo a imprensa golpista e rancorosa, o ministério dirigido pelo aliado Alfredo Nascimento seria um antro de prevaricações, concussões, formação de quadrilha e mais uma penca de termos jurídicos-policiais que fazem a alegria de bancas advocatícias. Aliás, o nobre senador Nascimento integra o espólio de Lula. É uma espécie de pedágio no novo governo, pelo esforço para eleger a afilhada. Alfredinho seria uma das reservas morais do PR, partido que facilita a governabilidade de Dilma.
O fato é que não há novidades nessas falcatruas. São obras superfaturadas, preços arbitrariamente reajustados, pagamento de propinas a funcionários, aos partidos e aos políticos, favorecimento de familiares e, como natural consequência, o enriquecimento súbito e inexplicável. No caso específico, o filho de Alfredinho teria aumentado o patrimônio em quase cem mil por cento!
Celeiro de homens honestos, recuso-me a acreditar que em algum momento tenha havido obras superfaturadas em Alagoas. Nesse aspecto, recordo da construção do Aeroporto Internacional que, por conta de incoercível inflação, teria seu preço final inflado cerca de três vezes do valor inicial. As más línguas insinuariam aquisição de bois, terras e apartamentos na orla da Ponta Verde, na Barra de São Miguel... Hoje, a curiosidade é saber em quanto anda o metro de construção da Ponte Divaldo Suruagy. Se em preço de China ou de Guaíba.
Interrompo os comentários e reflito que a medicina de Alagoas perdeu esta semana um dos seus grandes expoentes. Decano da cirurgia proctológica de Alagoas, um dos médicos mais antigos da Santa Casa e companheiro da Academia de Medicina, Hélio Medeiros da Cunha teve uma vida profissional exuberante. Afável, aos 73 anos operava com a disposição de um recém formado e a cancha de meio século de sala de cirurgia.
Sempre atualizado, foi um exemplo de fidelidade à profissão e aos colegas. Sua falta será sentida.
Segundo a imprensa golpista e rancorosa, o ministério dirigido pelo aliado Alfredo Nascimento seria um antro de prevaricações, concussões, formação de quadrilha e mais uma penca de termos jurídicos-policiais que fazem a alegria de bancas advocatícias. Aliás, o nobre senador Nascimento integra o espólio de Lula. É uma espécie de pedágio no novo governo, pelo esforço para eleger a afilhada. Alfredinho seria uma das reservas morais do PR, partido que facilita a governabilidade de Dilma.
O fato é que não há novidades nessas falcatruas. São obras superfaturadas, preços arbitrariamente reajustados, pagamento de propinas a funcionários, aos partidos e aos políticos, favorecimento de familiares e, como natural consequência, o enriquecimento súbito e inexplicável. No caso específico, o filho de Alfredinho teria aumentado o patrimônio em quase cem mil por cento!
Celeiro de homens honestos, recuso-me a acreditar que em algum momento tenha havido obras superfaturadas em Alagoas. Nesse aspecto, recordo da construção do Aeroporto Internacional que, por conta de incoercível inflação, teria seu preço final inflado cerca de três vezes do valor inicial. As más línguas insinuariam aquisição de bois, terras e apartamentos na orla da Ponta Verde, na Barra de São Miguel... Hoje, a curiosidade é saber em quanto anda o metro de construção da Ponte Divaldo Suruagy. Se em preço de China ou de Guaíba.
Interrompo os comentários e reflito que a medicina de Alagoas perdeu esta semana um dos seus grandes expoentes. Decano da cirurgia proctológica de Alagoas, um dos médicos mais antigos da Santa Casa e companheiro da Academia de Medicina, Hélio Medeiros da Cunha teve uma vida profissional exuberante. Afável, aos 73 anos operava com a disposição de um recém formado e a cancha de meio século de sala de cirurgia.
Sempre atualizado, foi um exemplo de fidelidade à profissão e aos colegas. Sua falta será sentida.
SUS, o verdugo da saúde
É preocupante a situação de penúria do Hospital dos Usineiros. Instituição tradicional de Alagoas, com uma estrutura física invejável e um corpo clínico competente, suas dificuldades atuais têm contornos de tragédia.
Com um histórico de ter pertencido à poderosa classe da indústria do açúcar e de ter sido dirigido anos a fio pelo lendário Ib Gatto Falcão, o Gigante das Alagoas, a inadimplência não deixa de ter o seu lado irônico.
Não conheço detalhes da intimidade da crise que se abateu sobre o imponente hospital, apenas rumores, comentários sussurrados à socapa nos corredores de outros hospitais e divulgação de dados pela imprensa. Ouve-se falar em dívidas alpinas, talvez até impagáveis neste século.
Há quem diga que tudo isso é reflexo da atual crise cíclica do capitalismo, iniciada nos Estados Unidos há alguns anos, tsunami que está afundando, numa espécie de efeito dominó, as economias do continente europeu. A anunciada bancarrota mundial seria o início da grande virada para a vitória definitiva do comunismo. Afinal, como ficou provado na prática, o melhor regime do mundo.
Mas enquanto a redentora ordem mundial não chega, eis que o pobre Hospital dos Usineiros, de tantas glórias pretéritas, de inumeráveis serviços prestados à população, estaria com suas veias abertas, rasgadas pela ambição desmedida, pelos desmandos do selvagem capital internacional.
Não acredito nessa teoria mirabolante. Prefiro crer que a agonia dos Usineiros atende em boa parte por uma pequena sigla conhecida por SUS. Aqui mesmo nessa coluna, tenho denunciado, em diversas ocasiões, esse instrumento de propaganda de um governo farisaico. Já se disse até que o SUS era o maior plano de saúde pública do mundo; e que estaria à beira da perfeição.
A grande verdade é que todos os hospitais que trabalham para o estado vivem situação parecida. Fora outras barbaridades, imaginem se um hospital pode sobreviver com uma diária em torno de vinte reais. Hoje quem dá suporte aos doentes do SUS são os pacientes conveniados e os raros particulares.
Em Maceió, a situação tornou-se ainda mais caótica. Em gestão anterior, no próprio governo do Cícero Almeida, um catastrófico secretário de saúde do município passaria meses sem repassar para os hospitais o minguado dinheirinho. Foi eleito o coveiro da saúde.
Além disso, todos sabem, a verba grossa da nação está destinada a obras superfaturadas, a encher os bolsos de empreiteiras e intermediários. E a saúde que se lixe
Com um histórico de ter pertencido à poderosa classe da indústria do açúcar e de ter sido dirigido anos a fio pelo lendário Ib Gatto Falcão, o Gigante das Alagoas, a inadimplência não deixa de ter o seu lado irônico.
Não conheço detalhes da intimidade da crise que se abateu sobre o imponente hospital, apenas rumores, comentários sussurrados à socapa nos corredores de outros hospitais e divulgação de dados pela imprensa. Ouve-se falar em dívidas alpinas, talvez até impagáveis neste século.
Há quem diga que tudo isso é reflexo da atual crise cíclica do capitalismo, iniciada nos Estados Unidos há alguns anos, tsunami que está afundando, numa espécie de efeito dominó, as economias do continente europeu. A anunciada bancarrota mundial seria o início da grande virada para a vitória definitiva do comunismo. Afinal, como ficou provado na prática, o melhor regime do mundo.
Mas enquanto a redentora ordem mundial não chega, eis que o pobre Hospital dos Usineiros, de tantas glórias pretéritas, de inumeráveis serviços prestados à população, estaria com suas veias abertas, rasgadas pela ambição desmedida, pelos desmandos do selvagem capital internacional.
Não acredito nessa teoria mirabolante. Prefiro crer que a agonia dos Usineiros atende em boa parte por uma pequena sigla conhecida por SUS. Aqui mesmo nessa coluna, tenho denunciado, em diversas ocasiões, esse instrumento de propaganda de um governo farisaico. Já se disse até que o SUS era o maior plano de saúde pública do mundo; e que estaria à beira da perfeição.
A grande verdade é que todos os hospitais que trabalham para o estado vivem situação parecida. Fora outras barbaridades, imaginem se um hospital pode sobreviver com uma diária em torno de vinte reais. Hoje quem dá suporte aos doentes do SUS são os pacientes conveniados e os raros particulares.
Em Maceió, a situação tornou-se ainda mais caótica. Em gestão anterior, no próprio governo do Cícero Almeida, um catastrófico secretário de saúde do município passaria meses sem repassar para os hospitais o minguado dinheirinho. Foi eleito o coveiro da saúde.
Além disso, todos sabem, a verba grossa da nação está destinada a obras superfaturadas, a encher os bolsos de empreiteiras e intermediários. E a saúde que se lixe
sábado, 9 de julho de 2011
CIDADÀO HONORÁRIO DE ARAPIRACA
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010Câmara Municipal presta homenagem ao médico Ronald Cabral Mendonça
A Câmara Municipal de Arapiraca realizou na noite de ontem, quinta-feira, 9, a sua última Sessão Solene de 2010, para entregar o título de Cidadão Honorário de Arapiraca, ao médico neurocirurgião, Ronald Cabral Mendonça.
A solenidade teve como local o Fórum de Arapiraca. O autor do projeto foi o vereador e presidente Josias Albuquerque.
O primeiro a fazer o uso da palavra foi o ex-vereador José Lopes, que enalteceu as qualidades profissionais do homenageado, como também, a sua dedicação aos pacientes atendidos por ele na Unidade de Emergência de Arapiraca, onde é plantonista todas as quintas-feiras.
O médico Ed Carlos, amigo e ex-aluno do homenageado, ressaltou o carinho dedicado pelo colega aos demais companheiros de profissão, como também aos pacientes da UE.
A vereadora Graça Lisboa, também parabenizou a todos os vereadores, principalmente ao autor do projeto, Josias Albuquerque, por ter reconhecido o trabalho do Dr. Ronald.
O vereador e deputado eleito, Severino Pessoa, também foi outro que parabenizou a Câmara Municipal de Arapiraca, por ter prestado aquela homenagem, lembrando que também foi paciente do Dr. Ronald Cabral Mendonça e que graças a ele, hoje estava completamente curado de um problema de saúde.
Ao agradecer as homenagens, Dr. Ronald Cabral Mendonça, disse que estava bastante emocionado e que jamais esperou ser homenageado, mesmo porque segundo ele, estava cumprindo com sua obrigação de médico.
Na qualidade de plantonista da Unidade de Emergência do Agreste, onde está há cinco anos, o médico falou da importância da unidade para Arapiraca e a Região do agreste, afirmando que se não fosse a UE, muitos pacientes morreriam a caminho de Maceió.
Outro dado preocupante segundo ele é o fato de que 25% dos pacientes atendidos com traumas na Unidade de Emergência do agreste são vítimas de acidentes de motos, em decorrência da falta de capacete ou mesmo a ingestão de bebidas alcoólicas.
Mostrando bastante preocupação com esse quadro, o Dr. Ronaldy Cabral Mendonça, chegou a conclamar as autoridades do trânsito em Arapiraca, a fazer uma ampla campanha de conscientização entre os motoqueiros.
Ao finalizar, ele também lembrou de grandes nomes da medicina em Arapiraca, citando como exemplo, Dr. Edler Lins, que deu início a um grande trabalho na área de Medina em Arapiraca, como também, o médico Judá Fernandes de Lima, a quem classificou de uma lenda viva da medicina.
Ele disse que a sua responsabilidade aumentava muito mais ainda por ser um dos mais novos filhos da cidade.
O autor da homenagem, Josias Albuquerque, disse que não era apenas o Poder Legislativo que sentia orgulho, mas também toda a população de Arapiraca, que reconhece no médico e amigo, um profissional completo e muitas qualidades.
Participaram da solenidade, além de familiares e amigos do homenageado, os vereadores Moisés Machado, Rogério Nezinho, Dorge do Queijo, Gilvania Barros, Adalberto Saturnino, Robério Lima Ataíde, Graça Lisboa, Josias Albuquerque e Severino Pessoa.
Fonte: Ascom = Câmara Municipal de Arapiraca
A Câmara Municipal de Arapiraca realizou na noite de ontem, quinta-feira, 9, a sua última Sessão Solene de 2010, para entregar o título de Cidadão Honorário de Arapiraca, ao médico neurocirurgião, Ronald Cabral Mendonça.
A solenidade teve como local o Fórum de Arapiraca. O autor do projeto foi o vereador e presidente Josias Albuquerque.
O primeiro a fazer o uso da palavra foi o ex-vereador José Lopes, que enalteceu as qualidades profissionais do homenageado, como também, a sua dedicação aos pacientes atendidos por ele na Unidade de Emergência de Arapiraca, onde é plantonista todas as quintas-feiras.
O médico Ed Carlos, amigo e ex-aluno do homenageado, ressaltou o carinho dedicado pelo colega aos demais companheiros de profissão, como também aos pacientes da UE.
A vereadora Graça Lisboa, também parabenizou a todos os vereadores, principalmente ao autor do projeto, Josias Albuquerque, por ter reconhecido o trabalho do Dr. Ronald.
O vereador e deputado eleito, Severino Pessoa, também foi outro que parabenizou a Câmara Municipal de Arapiraca, por ter prestado aquela homenagem, lembrando que também foi paciente do Dr. Ronald Cabral Mendonça e que graças a ele, hoje estava completamente curado de um problema de saúde.
Ao agradecer as homenagens, Dr. Ronald Cabral Mendonça, disse que estava bastante emocionado e que jamais esperou ser homenageado, mesmo porque segundo ele, estava cumprindo com sua obrigação de médico.
Na qualidade de plantonista da Unidade de Emergência do Agreste, onde está há cinco anos, o médico falou da importância da unidade para Arapiraca e a Região do agreste, afirmando que se não fosse a UE, muitos pacientes morreriam a caminho de Maceió.
Outro dado preocupante segundo ele é o fato de que 25% dos pacientes atendidos com traumas na Unidade de Emergência do agreste são vítimas de acidentes de motos, em decorrência da falta de capacete ou mesmo a ingestão de bebidas alcoólicas.
Mostrando bastante preocupação com esse quadro, o Dr. Ronaldy Cabral Mendonça, chegou a conclamar as autoridades do trânsito em Arapiraca, a fazer uma ampla campanha de conscientização entre os motoqueiros.
Ao finalizar, ele também lembrou de grandes nomes da medicina em Arapiraca, citando como exemplo, Dr. Edler Lins, que deu início a um grande trabalho na área de Medina em Arapiraca, como também, o médico Judá Fernandes de Lima, a quem classificou de uma lenda viva da medicina.
Ele disse que a sua responsabilidade aumentava muito mais ainda por ser um dos mais novos filhos da cidade.
O autor da homenagem, Josias Albuquerque, disse que não era apenas o Poder Legislativo que sentia orgulho, mas também toda a população de Arapiraca, que reconhece no médico e amigo, um profissional completo e muitas qualidades.
Participaram da solenidade, além de familiares e amigos do homenageado, os vereadores Moisés Machado, Rogério Nezinho, Dorge do Queijo, Gilvania Barros, Adalberto Saturnino, Robério Lima Ataíde, Graça Lisboa, Josias Albuquerque e Severino Pessoa.
Fonte: Ascom = Câmara Municipal de Arapiraca
terça-feira, 14 de junho de 2011
ROUBAR E MATAR
11 de junho de 2011
Como professor aposentado da Ufal – ainda com restos de pó de giz nos dedos, nas narinas e na alma – acompanhei com interesse apenas acadêmico o desenrolar do processo que culminou com a escolha do químico Eurico Lôbo para reitor. Desconheço as convicções político-partidárias do ungido. Sua eleição, no entanto, representa o (tão em voga no país) continuísmo administrativo iniciado há alguns anos. No meu romantismo bebedourense, boto fé na alternância do poder, como salutar exercício democrático, além de arejamento gerencial pela renovação.
Transpirando democracia por todos os poros, dizendo odiar ditaduras – sobretudo as de direita, muitos cidadãos gostariam de permanecer grudados nos seus cargos até a consumação dos séculos.
O fato é que o experiente Lôbo venceu bem em um eleitorado sem cordeiros; antes seleto, independente, crítico, vezes hostil e, por natureza, oposicionista. Creio que seria uma aposta furada jogar as fichas no “Projeto SUS”. Sim, porque o SUS (cavalo de batalha de uma candidatura derrotada) não pode com o próprio peso. Como pensar nele como tábua de salvação de uma Ufal? O SUS tem mais é que sair do papel. Deve cuidar do desmantelo do HGE, respeitar os doentes, pagar os hospitais e médicos com decência, antes de se imiscuir em questões de ensino.
Quando se fala em continuísmo, SUS, decência, logo nos vem a doce e amável figura da presidente. É de cortar o coração o rosário de desgostos por que tem passado nossa dama de ferro.Palocci, reserva moral e ética do PT, tem se revelado indigesto. Vítima da intriga de oposicionistas “sem rumo e sem discurso”, de forma maldosa foi acusado de enriquecimento súbito e misterioso pela imprensa implicante, rancorosa e golpista.
Para compensar os dissabores com o recalcitrante Palocci, a emoção afloraria com a apoteótica libertação do mito das esquerdas Cesare Battisti. Como se sabe, cada um no seu estilo, Battisti e Dilma operacionalizaram quase na mesma época. Daí os indeléveis laços de ternura. Se pretendiam fundar ditaduras sangrentas deve-se aos arroubos típicos da idade... Enfim, o homem está livre. Um criminoso a mais ou a menos nas ruas, pouca diferença fará. Certamente, em breve estará sendo regiamente pago para conferências (a exemplo do seu padrinho Lula) e delírios de platéias de todas as cores e credos. É o Brasil grande e socialista mostrando à decrépita, burguesa e atrasada Europa que não teme cara feia de galegos de olhos azuis. Aqui tem machos. Que venha o maior terrorista do mundo que “nóis acolhe”.
Finalizo os comentários refletindo sobre o revoltante crime que vitimou a jovem Giovanna Tenório. Vivendo num país de impunidades, onde um Palocci é ovacionado diante de uma presidente em prantos, Malufes da vida andam soltos e um bestial criminoso do quilate de Battisti é festejado como herói, não é difícil imaginar que todo mundo se acha no direito de matar e roubar.
Como professor aposentado da Ufal – ainda com restos de pó de giz nos dedos, nas narinas e na alma – acompanhei com interesse apenas acadêmico o desenrolar do processo que culminou com a escolha do químico Eurico Lôbo para reitor. Desconheço as convicções político-partidárias do ungido. Sua eleição, no entanto, representa o (tão em voga no país) continuísmo administrativo iniciado há alguns anos. No meu romantismo bebedourense, boto fé na alternância do poder, como salutar exercício democrático, além de arejamento gerencial pela renovação.
Transpirando democracia por todos os poros, dizendo odiar ditaduras – sobretudo as de direita, muitos cidadãos gostariam de permanecer grudados nos seus cargos até a consumação dos séculos.
O fato é que o experiente Lôbo venceu bem em um eleitorado sem cordeiros; antes seleto, independente, crítico, vezes hostil e, por natureza, oposicionista. Creio que seria uma aposta furada jogar as fichas no “Projeto SUS”. Sim, porque o SUS (cavalo de batalha de uma candidatura derrotada) não pode com o próprio peso. Como pensar nele como tábua de salvação de uma Ufal? O SUS tem mais é que sair do papel. Deve cuidar do desmantelo do HGE, respeitar os doentes, pagar os hospitais e médicos com decência, antes de se imiscuir em questões de ensino.
Quando se fala em continuísmo, SUS, decência, logo nos vem a doce e amável figura da presidente. É de cortar o coração o rosário de desgostos por que tem passado nossa dama de ferro.Palocci, reserva moral e ética do PT, tem se revelado indigesto. Vítima da intriga de oposicionistas “sem rumo e sem discurso”, de forma maldosa foi acusado de enriquecimento súbito e misterioso pela imprensa implicante, rancorosa e golpista.
Para compensar os dissabores com o recalcitrante Palocci, a emoção afloraria com a apoteótica libertação do mito das esquerdas Cesare Battisti. Como se sabe, cada um no seu estilo, Battisti e Dilma operacionalizaram quase na mesma época. Daí os indeléveis laços de ternura. Se pretendiam fundar ditaduras sangrentas deve-se aos arroubos típicos da idade... Enfim, o homem está livre. Um criminoso a mais ou a menos nas ruas, pouca diferença fará. Certamente, em breve estará sendo regiamente pago para conferências (a exemplo do seu padrinho Lula) e delírios de platéias de todas as cores e credos. É o Brasil grande e socialista mostrando à decrépita, burguesa e atrasada Europa que não teme cara feia de galegos de olhos azuis. Aqui tem machos. Que venha o maior terrorista do mundo que “nóis acolhe”.
Finalizo os comentários refletindo sobre o revoltante crime que vitimou a jovem Giovanna Tenório. Vivendo num país de impunidades, onde um Palocci é ovacionado diante de uma presidente em prantos, Malufes da vida andam soltos e um bestial criminoso do quilate de Battisti é festejado como herói, não é difícil imaginar que todo mundo se acha no direito de matar e roubar.
A CARNE É FRACA E O ESPÍRITO VACILANTE
04 de junho de 2011 |
Se não me engano, a assertiva está presente em diferentes autores bíblicos (João, Mateus, Paulo e certamente outros). Monsenhor Luiz, de Arapiraca, também a utilizou publicamente, justamente na ocasião do circo montado pelo senador evangélico Magno Malta. Como se sabe, o nobre senador, presidente de uma comissão que investigava a abominável pedofilia, ao interrogar o religioso teria como precípua intenção desmoralizar de vez o catolicismo. Pelos excessos, Malta levaria algumas lamboradas do ínclito Antonio Sapucaia.
A grande verdade é que Deus – para os que creem – é o último refúgio, o precioso aprisco de que nos fala a parábola do bom pastor. O Brasil vive esse momento lindo de humildade e contrição. É um velho filme, dirão os incréus. A sensação, no entanto é diferente. Temos tudo para dar certo, sobretudo pelo fato de a nossa proverbial religiosidade ter alcançado tão alta voltagem.
Maior País católico do mundo, no centro do poder está uma senhora profundamente espiritualizada (consta, desde a campanha quando foi taxada pela imprensa burguesa, hegemônica e golpista de ateia), característica que teria alcançado seu paroxismo durante o tratamento quimioterápico. O piedoso Frei Betto Libânio teria sido o avalista da conversão, a segura ponte entre o Criador e a novel serva.
A verdade é que, segundo se comenta, o pio Gilberto Carvalho tem comandado sessões de oração no Planalto.
Regados a ressonantes cantos gregorianos, terços teem sido rezados na tentativa de aplacar a ira do Senhor, salvar do inferno a alma de Palocci, além do pomposo cargo.
Sim, porque o trotskista Antonio Palocci teria ofendido a Deus e às torcidas do Flamengo e do Corinthians, ao ser beneficiário de um frutuoso esquema de enriquecimento agudo e mal explicado. Como qualquer reles burguesinho, investiu milhões em apartamento de luxo em bairro nobre - reduto tucano, é bom que se diga - e sonho de consumo da decadente e hipócrita burguesia paulistana.
Queimado até pela ala dos petistas invejosos (que não tiveram as mesmas chances), haveria indícios de arrependimento no novo rico. Dentre outras demonstrações, fala-se em renúncia e venda dos bens suspeitos.
O apurado serviria para ajudar o grande blefe nacional chamado SUS.
Por falar de SUS, a eleição para reitor da Ufal chegou na última reta. Há um quê de irônica, zombeteira e desespero na aposta no SUS, como tábua de salvação do HU e, por tabela, da própria Ufal. Pobre HU, pobre Ufal.
Se não me engano, a assertiva está presente em diferentes autores bíblicos (João, Mateus, Paulo e certamente outros). Monsenhor Luiz, de Arapiraca, também a utilizou publicamente, justamente na ocasião do circo montado pelo senador evangélico Magno Malta. Como se sabe, o nobre senador, presidente de uma comissão que investigava a abominável pedofilia, ao interrogar o religioso teria como precípua intenção desmoralizar de vez o catolicismo. Pelos excessos, Malta levaria algumas lamboradas do ínclito Antonio Sapucaia.
A grande verdade é que Deus – para os que creem – é o último refúgio, o precioso aprisco de que nos fala a parábola do bom pastor. O Brasil vive esse momento lindo de humildade e contrição. É um velho filme, dirão os incréus. A sensação, no entanto é diferente. Temos tudo para dar certo, sobretudo pelo fato de a nossa proverbial religiosidade ter alcançado tão alta voltagem.
Maior País católico do mundo, no centro do poder está uma senhora profundamente espiritualizada (consta, desde a campanha quando foi taxada pela imprensa burguesa, hegemônica e golpista de ateia), característica que teria alcançado seu paroxismo durante o tratamento quimioterápico. O piedoso Frei Betto Libânio teria sido o avalista da conversão, a segura ponte entre o Criador e a novel serva.
A verdade é que, segundo se comenta, o pio Gilberto Carvalho tem comandado sessões de oração no Planalto.
Regados a ressonantes cantos gregorianos, terços teem sido rezados na tentativa de aplacar a ira do Senhor, salvar do inferno a alma de Palocci, além do pomposo cargo.
Sim, porque o trotskista Antonio Palocci teria ofendido a Deus e às torcidas do Flamengo e do Corinthians, ao ser beneficiário de um frutuoso esquema de enriquecimento agudo e mal explicado. Como qualquer reles burguesinho, investiu milhões em apartamento de luxo em bairro nobre - reduto tucano, é bom que se diga - e sonho de consumo da decadente e hipócrita burguesia paulistana.
Queimado até pela ala dos petistas invejosos (que não tiveram as mesmas chances), haveria indícios de arrependimento no novo rico. Dentre outras demonstrações, fala-se em renúncia e venda dos bens suspeitos.
O apurado serviria para ajudar o grande blefe nacional chamado SUS.
Por falar de SUS, a eleição para reitor da Ufal chegou na última reta. Há um quê de irônica, zombeteira e desespero na aposta no SUS, como tábua de salvação do HU e, por tabela, da própria Ufal. Pobre HU, pobre Ufal.
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