domingo, 3 de abril de 2011

NA CONTRAMÃO

Aclamado braço moral da era Lula, a morte do ex-vice-presidente José Alencar despertou comoventes e arrebatados depoimentos. Em busca de mártires e heróis, a mídia tem se empenhado em enaltecer as virtudes do falecido, agora hiperbólicas. Nascido numa pequena cidade de Minas, desde os sete anos teria trabalhado na loja do pai. Ainda adolescente, trocaria o balcão paterno por outro estranho. Três anos após, aos dezoito, inauguraria sua primeira loja. Nunca mais seria pobre.

O preço por essa precoce aptidão para os negócios se refletiria na modesta escolaridade formal, detalhe que seria superado por invejável e surpreendente facilidade de expressar-se. Com efeito, era mais desenrolado que muito doutor de canudo.

A carreira político-partidária foi meteórica. Eleito senador, ganhou a simpatia de Lula. Escorraçado por três acachapantes derrotas sucessivas, o ladino ex-torneiro enxergaria no empresário o atalho ideal para driblar a confiança da população – sobretudo classe média - e ajudar a levar seu grupo de espertinhos ao poder.

José Alencar tinha um jeitão despachado que cativava. Matreiro, o bom jogo de cintura ficaria claro quando tirou de letra vociferante vaia dos “puros” do PT. Como vice, decepcionou subindo no muro no escândalo do mensalão. As agruras de sua doença, a forma como reagia a novas recaídas e cirurgias foram irisando a figura de quase divina resiliência. A ausência de sua proverbial postura de político ético não seria muito cobrada. O câncer o blindava de críticas e o “protegia” de maiores atitudes. Fez jogo de cena “condenando” os juros altos, mas foi mais uma vez omisso no caso Erenice & pimpolhos. Finalmente, pisaria feio na bola ao recusar a possibilidade de uma paternidade incômoda. Uma pena.

Na contramão dos comentários, não obstante invulgar cumplicidade com Deus, não considero Alencar modelo ideal de perseverança na busca pela cura. Milhares de anônimos exibem essa mesmas forças e crenças, como forma de sobrevivência. Na realidade, o ex-vice foi beneficiário de uma mega-estrutura financeira e midiática (creio bancada pelo erário), que extrapolou os limites da racionalidade médica. Diante do espetaculoso lobby médico-hospitalar não é difícil presumir que alguém lucrou de forma exorbitante. No fim das contas, a inquebrantável convicção de que usuários de SUS e convênios jamais terão oportunidades terapêuticas nem parecidas. Sim, porque ambos, para economizar, são mestres em retardar autorizações de tratamento, esperando que os doentes desencarnem naturalmente.

O fato é que tampouco o admiro como um ás do empreendedorismo. Num país que tem um iluminado como Lulinha Júnior (nosso Bill Gates), Alencar não passa de um mascate, de um vendedor de bananola. Nem precisaria ir tão longe. Aqui mesmo, na terrinha, vulgarizou-se o desabrochar de gênios financeiros: verdadeiros impérios patrimoniais são erigidos a partir de secretarias de governo ou prosaicos mandatos eletivos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cachaça e água

CACHAÇA E ÁGUA
RONALD MENDONÇA
MÉDICO
Em tempos de cortes e reajustes é sempre bom parar um pouco para refletir sobre a relatividade das coisas. Especialistas, curiosos e palpiteiros vêm se debruçando sobre a decisão de dona Dilma, “a presidenta de todos os brasileiros”, de reduzir 50 bilhões de um orçamento aprovado em dezembro.
O fato é que não há caixa para um salário melhor, nem pensar em concursos públicos e, certamente, o funcionalismo federal vai amargar uma mixaria de reajuste, se houver. Sem falar no imoral acréscimo de 60% que os parlamentares se auto concederam, o estranho de tudo é o substancial aumento ao bolsa-família.
Aliás, o impagável líder do governo Cândido Vaccarezza, por cima da carne seca, justificou o incremento nas bolsas com argumentos de um nobel. Seriam dois bilhões de reais, nas mãos de treze milhões de felizardos, consumidos em garrafas de cachaça ou garrafas de água. De toda maneira, o país trilhará o caminho da prosperidade. Nem que seja do alcoolismo, da cirrose e da violência, os filhos diletos da malvada.
É nessas horas que me retornam as crises de arrependimento. Deveria ter me despido do meu detestável pequenoburguesismo e ter dado braçadas em direção à esquerda para ficar assim loquaz. Em vez de estar atendendo consultas de oito reais pelo SUS, hoje nadaria nas águas serenas das mamatas.
Entraria num sindicato, faria amizade com o Zé Dirceu e o Genoíno. De repente, seria um deputado, se o bom Deus ajudasse, um senador. Quem sabe, até um líder do Lula ou da Dilma. Posaria com roupas de grife, camisas escuras de gangster americano, perfumes franceses... Teria musculosos seguranças, mansões nas praias badaladas, fazendas de gado, boa parte em nome de laranjas. Mesmo desengonçado, viraria objeto de desejo de sequiosas moçoilas.
Nas horas vagas, dissertaria sobre o meu passado glorioso. Exerceria meu lado mártir e heróico. Diria que trago na alma as cicatrizes morais das perseguições, das masmorras do arbítrio, frutos do meu tenaz combate à ditadura e em prol da redemocratização. (Mas não ia dar carne a gato: jamais admitiria que minha obsessão – era tão imaturo! - era impor uma ditadura à moda cubana ou albanesca. Esqueçam essa parte).
Mas se nada desse certo, minhas braçadas seriam para organizar eventos oficiais ou mamar numa gorda sinecura qualquer. No Carnaval – que ninguém é de ferro – fantasiado de borboleta, sairia do meu casulo e iria para Jaraguá soltar a franga e cantar a plenos pulmões: Você pensa que cachaça é água?

Os adubos da violência

A decoração, o glamour, o bom gosto e a arte de viver perderam de forma brutal e inopinada uma das mais representativas figuras. Com efeito, a arte em Alagoas ficou mais pobre e mais triste com a morte de Flavius Durval, ironicamente em pleno Carnaval.
Flavius engrossa as estatísticas brasileiras que elegeram Alagoas como o estado mais violento do país, além de ser um dos mais pobres, dos mais analfabetos, cuja concentração de renda é uma das mais desiguais.
Vítima de crime passional - segundo a imprensa-, inevitável do ponto de vista de repressão policial, posto que até a arma do crime foi um improviso. Ainda assim, acredito que o binômio violência/lassidão das leis é fator que alimenta os mais sórdidos impulsos humanos. Se os assassinos de Durval forem condenados, em cinco anos estarão nas ruas. É a “progressão da pena”, regra de ouro da nossa moderna justiça.
Ao perder meus filhos, senti na pele o desprezo que as leis brasileiras devotam às vítimas e seus familiares. Certa feita, ao queixar-me que o assassino, condenado a trinta anos, fora visto num balneário, apenas cinco anos depois, ouvi de um membro do judiciário: “Tenho muita pena de você...” Torço para que a dor dilacerante de Aidil Lessa, a mãe de Flavius, além de tudo, não seja obrigada a conviver com comiserações semelhantes.
O fato é que o cidadão comum olha para cima, para os lados e para baixo e só enxerga safadeza e impunidade. Daí, o sujeito acha que também deve ter sua cota de iniquidades. Ora, se há um comando que se envolve nas falcatruas mais despudoradas e nada acontece. Gestores que respondem a dezenas de processos e tudo fica do mesmo jeito... Ninguém é preso, não se devolve um tostão roubado... Rigoroso nesse país só o crescente “furor arrecadandi” do Imposto de Renda. Que é justamente para repassar nosso dinheiro aos manipuladores de verbas.
Em anos recentes, a população teve que conviver com os escândalos dos “Anões do Orçamento”, que nada mais eram que uma quadrilha de parlamentares a se locupletar com o dinheiro público - de emendas e outros que tais.
O caso do guerrilheiro José Dirceu é exemplar. Chefe da Casa Civil, montou, nas barbas do Lula, um dos maiores esquemas de corrupção do país, o famigerado “mensalão”. Com o fato em vias de esquecimento, o cognominado “chefe de quadrilha” (pelo Procurador Geral), o lobista Dirceu canta de galo nos bastidores do poder, enquanto aguarda que a sonolenta Justiça acorde e dê o ar da graça.

O PSF, a boa velhinha e a RENNA

Quem ler os princípios que regem o PSF, hoje Estratégia Saúde da Família
(EFM), implantado no Brasil há uns dezoito anos, pode sofrer reações as mais
díspares. Uma delas é ter um acesso de riso pela cara de pau da turma que planejou
aquele arcabouço fantasioso e alegórico. Outra reação será a da Velhinha de Taubaté,
personagem criada pelo cronista Luiz Fernando Veríssimo no período da ditadura ,para
ridicularizar o regime.
Taubaté acreditava em tudo que o governo falava. Era a inocência e a
credulidade no seu mais puro grau. Como já havia um certo ar de liberdade, a imprensa
publicava matérias que exigiam explicações públicas. A velhinha acreditava em tudo.
Creio que com a agonia da ditadura, a velhinha deve ter sofrido um derrame cerebral ou
até a morte. De qualquer forma, a personagem havia perdido a graça.
Mas ela bem que poderia ter sido resgatada pelo autor na era Lula. Seria muito
engraçado Veríssimo colocá-la em ação, acompanhando todo o desenrolar daquele
período, opinando sobre o escândalo dos Correios, ponta do iceberg que culminaria com
a descoberta do mensalão e de toda aquela gente sombria, a começar pelo careca lobista
Valério de tal e pelo boca-mole Delúbio Soares, passando por Silvinho Land Rover,
dentre outros de maior nomeada. Queria ver a doce velhinha a professar pia crença no
partido que “nem rouba, nem deixa roubar”. Boa senhora, que Deus a tenha...
Sua morte precoce poupou-lhe mais uma ridícula e inglória exposição. Aliás,
ainda lembro de um sujeito que repetia: “Não sei de nada”...
Mas, falava do PSF (ou ESF), programa que o governo finge ter implantado
no país, com sucesso. Pessoalmente, nunca nele botei fé, por óbvia razão: explora
despudoradamente o médico. Por isso ou aquilo, o fato é que raras são as prefeituras que
pagam um salário decente.
Em Maceió, sabe-se que há uma grande carência de equipes. Se funcionasse,
seria uma beleza. Hoje, ainda que atuando de forma precária, corre o risco de acabar,
pelo menos é do que falam os jornais. Com efeito, vários prefeitos estão se rebelando e
ameaçam não renovar os contratos. Não fará tanta falta assim...
Mas, falando de médicos e saúde, aproveito o embalo para informar que Maceió
está sediando a VIII RENNA (Reunião de Neurologia e Neurocirurgia de Alagoas).
Sem muitos alardes e com pouca ajuda oficial, um grupo de colegas liderados pelo Prof.
Abynadá Liro conseguiu emplacar um evento, que é a marca registrada da Neurologia e
da Neurocirurgia nordestinas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

UM POUCO DE HISTÓRIA

Em Bebedouro, a repercussão do golpe militar de 1964 não poderia ter sido mais positiva. Com efeito, nós do Bebedourense e do Juventus, os times da “turma da Praça”, vivíamos chateados com a esculhambação que reinava no País. Jornais e revistas da época mostravam imagens que derrapavam do protesto ao autêntico vandalismo. Ninguém de sã consciência saberia dizer aonde aquela baderna iria terminar.

A grande verdade que muita gente quer hoje negar é que o golpe militar de 64 teve o apoio maciço da população. As forças armadas tinham consolidado um conceito moral acrescido pela participação na segunda guerra, apenas 20 anos antes. A propaganda induzia a pensar nos militares como heróis e mártires que haviam arriscado ou até sacrificado suas vidas para varrer o nazismo do planeta. A interferência dos militares num governo que havia perdido a autoridade e o rumo soaram naturais. O papel de guardião da nação encaixava-se como uma luva.

Os alagoanos sentiram a dureza do regime. Logo na primeira eleição para o governo, Muniz Falcão seria reeleito, mas não assumiria. Nunca houve uma explicação para a cassação de Muniz. Já canceroso, sua morte seria atribuída à descabida punição. Aliás, Ademar de Barros, do mesmo partido, seria cassado na mesma leva. Seus descendentes estariam exigindo o “Bolsa Ditadura”.

Um certo general Tubino sucederia o governador Luiz Cavalcante, na qualidade de interventor. Não recordo por quanto tempo esse cidadão esteve nos Martírios. A ideia é de que se tratava de um sujeito sério, afável, que teria se integrado à comunidade. Lamenha Filho, seu substituto, inauguraria uma nova etapa na escolha de governadores: a eleição indireta na Assembleia Legislativa. Outros o sucederiam: A. Lages, Suruagy, G. Palmeira e, de novo, Suruagy.

Lamenha Filho tinha um histórico de repetidas eleições para deputado estadual. Era descrito como um homem simples, habilidoso, desprendido e íntegro. Doutor Ib Gatto, o gigante das Alagoas, o definia como um “governador que amava as letras”. Cercou-se de gente qualificada. O próprio Ib Gatto foi secretário do Planejamento de um time que incluía Marcos Bernardes de Mello, Luiz Renato de P. Lima, dentre outros. Um futuro desembargador despontava nessa equipe como uma das reservas morais do Estado: Antonio Sapucaia.

A consagração mais visível da era Lamenha está no Trapiche da Barra: a Escola de Ciências Médicas e o Trapichão, generosamente nomeado de Rei Pelé.

A VIOLÊNCIA QUE NOS RONDA

Como todos que convivem nas Alagoas, o âncora de uma emissora de rádio está transpirando indignação com a violência que por aqui grassa. Esta semana, num paroxismo de revolta e ódio, acusou diretamente o governo do Estado como o grande responsável pela criminalidade que nos ronda e aflige. Em última análise: a omissão do Estado como esteio da segurança do cidadão.
Na verdade, o jornalista ficou frenético com um assalto em que vários membros de uma família foram baleados, embora todos sobrevivessem. Pensei em Ceci Cunha, assassinada em 1998, em prosaica reunião familiar. Foram quatro cadáveres de uma só vez. Fiquei a imaginar qual seria o grau de revolta desse comunicador se na ocasião estivesse, microfone em punho, com plena liberdade de emitir suas imparciais opiniões.
Em novembro de 1999, dois dos meus filhos foram assassinados em casa, praticamente enquanto dormiam. Não me recordo de nenhuma manifestação do jornalista, acusando o governo da época como responsável pelos crimes.
No mesmo período, um militar da PM matou um jovem numa churrascaria no interior do Estado. Cheguei a publicar um artigo, nesta mesma Gazeta de Alagoas, solidarizando-me com a família enlutada. Registrei a parcela de culpa do governo por manter, nas fileiras da briosa PM, guarda-costas e assassinos de aluguel. Aliás, parte do material dos presentes comentários baseia-se em velhos artigos de minha autoria.
Foram tempos duríssimos, em que a criminalidade corria livre e solta sem qualquer controle. As fugas no recém-inaugurado Baldomero Cavalcante eram tão frequentes que parecia que suas paredes eram feitas de cuspe e isopor. Num dos finais de semana, assinalei que o número de mortos em Alagoas, causadas pela violência, empatava com São Paulo.
É injusto, contudo, dizer que a violência entre nós nasceu há dez ou doze anos. Para não ir muito longe, cito o Sindicato do Crime dos passados anos 40 e 50, organização à margem da lei dirigida por condestáveis da capital e do interior. Não raramente, personagens públicas tombaram, em plena luz do dia, nas ruas centrais da cidade. Nesse aspecto, o período de Muniz Falcão foi emblemático.
Na ditadura, grupos de extermínio ligados à Segurança, num jogo macabro, disputavam a hegemonia de assassinatos. Falava-se, à boca não tão miúda, que componentes do aparato policial somavam individualmente mais de três centenas de mortes. A coisa estava fora de controle, culminando com a “Chacina do Pilar” covarde página sangrenta da nossa crônica policial. Inesperadamente entrou em cena um certo cabo Henrique e virou tudo de cabeça para baixo.
Isso sem falar na “gangue fardada”, de triste memória, desmantelada há pouco mais de doze anos.

INCRÍVEL CARTA DE UM INDIGNADO

Incrível carta de um indignado

(*) Ronald Mendonça


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Quer me parecer que foi na década de 70 do findo século que as empresas multinacionais de saúde enxergaram no Brasil um mercado promissor.
Certamente por isso, jornais e empresas de televisão começaram a repercutir fortemente notícias do mau funcionamento do sistema de saúde pública vigente.

De fato, poucos eram os dias em que não aparecia uma denúncia de falhas no atendimento, braços e pernas encanados de forma equivocada, moribundos arquejantes recusados nas portas de hospitais, quando não, crianças nascendo em plena via pública. Um desmantelo dos diabos.

Nesse ínterim, floresceriam no País os chamados “Planos de Saúde” privados. A verba curta, a improvisação gerencial, as ingerências partidárias, a incompetência, a roubalheira, os desvios no erário, ou tudo isso junto, a grande verdade é que o, hoje, SUS é simplesmente caótic. Quanto aos Planos de Saúde, nascidos para ocupar o vazio da assistência pública, transformaram-se em verdaeiras armadilhas. A propósito,transcrevo parte de inacreditável e-mail de um neurocirurgião de São Paulo,Dr. Carlos Brandão, que talvez retrate um pouco o modus operandi dessas arapucas:
“No fim de semana de 22 e 23 de janeiro, vivi mais um abuso de plano de saúde, perpetrado não contra mim, mas contra uma garotinha de 20 dias”.

“Nasceu em um hospital da capital, e depois de 20 dias, o perímetro cefálico havia aumentado 10 cm!!! Enviada ao meu consultório às 16h30 do dia 21 de janeiro último, e com plano de saúde para vencer no dia seguinte”.

“Recém-nascidos têm 30 dias para serem incluídos no plano, e a mãe ainda não o fizera. O convênio, Porto Seguro, negou a Guia de Internação (atrás do convênio e respondendo por ele existe um médico, que negou a internação).

Durante toda a madrugada os familiares, na recepção do hospital, tentando internar a paciente, o que só foi possível quando a madrinha concordou em interná-la, particular”.

“Às 2 horas da manhã, depois de muita conversa, o convênio concorda em ceder vaga no Hospital Sabará (outro hospital). Mas, os familiares querem que eu a opere, não conhecem o médico que vai atendê-la e nem se ele o fará logo pela manhã de sábado.

Fica internada particular. A criança tem que ficar umas horas em jejum, fazer pré-operatórios. Finalmente operada, agora está bem. Ninguém jamais saberá quais os danos adicionais por esta demora de mais de 14 horas, em regime de franca hipertensão intracraniana”.

“E quanto mais ainda os pais terão que gastar com psicólogas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, tempo, etc. Porque? Porque um auditor resolveu defender o ‘seu’. (Auditores ganham bônus por procedimentos negados