domingo, 8 de agosto de 2010

Ronald Mendonça e suas primogênitas crônicas "Latim aos sábados"

Artigo de Juarez Miguel publicado em O Jornal de 06/08/2010
Convidado pelo diletante autor, o nosso querido Ronald Mendonça, para assistir ao lançamento de seu primeiro livro “Latim aos Sábados”, não me surpreendi em ver a seleta e expressiva afluência de pessoas que dignificam os mais diversos segmentos da sociedade alagoana. Presentes àquela memorável noite de autógrafo estavam seus familiares, médicos, escritores, advogados e profissionais dos mais variegados ramos, cujas personalidades, afetivamente, prestigiaram o evento cultural protagonizado pelo aspirante à imortalidade da Academia Alagoana de Letras. Certamente, no tempo propício, o colegiado do casarão das letras da Praça Deodoro referendará os seus atributos intelectuais. E aí, sim, haverá de alçá-lo à galeria dos imortais (das letras).
Nesse sentir, impulsionado pelo coração – sede das afeições humanas – li, com detida atenção, os sinérgicos relatos dos mais recorrentes e cruciais temas que, não raras vezes, degradam os ontológicos e sagrados valores da sociedade atual. Traduzidos em crônicas, refletem com boa dosagem de ironia e indignação o estereotipado estilo de crítico semanal.
Sobressaindo-se como renomado neurocirurgião, professor da Ufal e formulador do moderno ato e técnica médicos em prol dos pacientes, porta sólida formação humanística (nenhum paradoxo em relação às letras). Com fecundo labor literário e nas diminutas horas de lazer, segue o futuro acadêmico escrevendo sobre as mais hilariantes, dantescas e cruéis situações que envolvem a realidade cotidiana apontando para o homem como epicentro da corrupção disseminada nas instituições, contracenando como ator das injustiças e doutros desvios éticos. Com sensibilidade social entranhada na alma, formula os irrepreensíveis conceitos pertinentes aos deploráveis “modus vivendi e operandi” do ser humano. Fazê-lo é um imperativo dos que clamam pela plenitude do valor justiça que é co-irmã da paz e bradam aos céus, suplicando um viver harmônico, pacificamente, ausente das indesejáveis e incuráveis sequelas dos satanizadores do mal. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça!
Contudo, para que haja justiça, impõe-se que a criatura humana aja em obediência às prescrições delineadas pela providência divina.
A exemplo de Jesus, em seus mendoncianos artigos, Ronald e os que assim agem revelam ira santa. Nesse sábio cenário, ele deve evoluir na defesa da humanidade desprotegida.
Cícero, o grande filósofo, proclamava: “A ciência dá-nos o conhecimento, mas somente a filosofia nos pode conferir a sabedoria”.
Fiéis aos ensinamentos do absoluto em quaisquer das vicissitudes da vida, o indelével peso das grandes pedras que Ronald e Nadja alçam, há de edificar o monumental e sagrado edifício preparado para ambos junto aos ausentes sempre presentes primogênitos.
Nisto Deus há de transcendê-los para o acessível tesouro dos bons. Naquele belíssimo estado, os ladrões não furtam e tampouco as traças roem o que é precioso. Se por algo a alma dói – eu sei e me compadeço da intensidade da dor – a cura vem sendo ministrada pelo médico dos médicos.
Quanto à querida Nadja, mulher-síntese, enquanto gênero humano da melhor espécie, é altiva em conciliar sua profissão de médica psiquiatra com a divina missão de esposa, mãe e avó, cujo amor é sempre permanente na alegria ou na adversidade dos familiares e amigos.
Diletos Ronald e Nadja, impregnados de humanismo adiram à filosofia kantiana porque trata o homem como um fim e, se possível, procurem lenir o sofrimento dos excluídos. Imortalizem o bem na materializada e enferma sociedade!
Juarez Miguel é advogado

Ronald Mendonça e suas primogênitas crônicas "Latim aos sábados


Ronald Mendonça e suas primogênitas crônicas “Latim aos Sábados” – Juarez Miguel
Publicado por Redação em 06/08/2010 as 08:10Arquivado em Opinião
Convidado pelo diletante autor, o nosso querido Ronald Mendonça, para assistir ao lançamento de seu primeiro livro “Latim aos Sábados”, não me surpreendi em ver a seleta e expressiva afluência de pessoas que dignificam os mais diversos segmentos da sociedade alagoana. Presentes àquela memorável noite de autógrafo estavam seus familiares, médicos, escritores, advogados e profissionais dos mais variegados ramos, cujas personalidades, afetivamente, prestigiaram o evento cultural protagonizado pelo aspirante à imortalidade da Academia Alagoana de Letras. Certamente, no tempo propício, o colegiado do casarão das letras da Praça Deodoro referendará os seus atributos intelectuais. E aí, sim, haverá de alçá-lo à galeria dos imortais (das letras).
Nesse sentir, impulsionado pelo coração – sede das afeições humanas – li, com detida atenção, os sinérgicos relatos dos mais recorrentes e cruciais temas que, não raras vezes, degradam os ontológicos e sagrados valores da sociedade atual. Traduzidos em crônicas, refletem com boa dosagem de ironia e indignação o estereotipado estilo de crítico semanal.
Sobressaindo-se como renomado neurocirurgião, professor da Ufal e formulador do moderno ato e técnica médicos em prol dos pacientes, porta sólida formação humanística (nenhum paradoxo em relação às letras). Com fecundo labor literário e nas diminutas horas de lazer, segue o futuro acadêmico escrevendo sobre as mais hilariantes, dantescas e cruéis situações que envolvem a realidade cotidiana apontando para o homem como epicentro da corrupção disseminada nas instituições, contracenando como ator das injustiças e doutros desvios éticos. Com sensibilidade social entranhada na alma, formula os irrepreensíveis conceitos pertinentes aos deploráveis “modus vivendi e operandi” do ser humano. Fazê-lo é um imperativo dos que clamam pela plenitude do valor justiça que é co-irmã da paz e bradam aos céus, suplicando um viver harmônico, pacificamente, ausente das indesejáveis e incuráveis sequelas dos satanizadores do mal. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça!
Contudo, para que haja justiça, impõe-se que a criatura humana aja em obediência às prescrições delineadas pela providência divina.
A exemplo de Jesus, em seus mendoncianos artigos, Ronald e os que assim agem revelam ira santa. Nesse sábio cenário, ele deve evoluir na defesa da humanidade desprotegida.
Cícero, o grande filósofo, proclamava: “A ciência dá-nos o conhecimento, mas somente a filosofia nos pode conferir a sabedoria”.
Fiéis aos ensinamentos do absoluto em quaisquer das vicissitudes da vida, o indelével peso das grandes pedras que Ronald e Nadja alçam, há de edificar o monumental e sagrado edifício preparado para ambos junto aos ausentes sempre presentes primogênitos.
Nisto Deus há de transcendê-los para o acessível tesouro dos bons. Naquele belíssimo estado, os ladrões não furtam e tampouco as traças roem o que é precioso. Se por algo a alma dói – eu sei e me compadeço da intensidade da dor – a cura vem sendo ministrada pelo médico dos médicos.
Quanto à querida Nadja, mulher-síntese, enquanto gênero humano da melhor espécie, é altiva em conciliar sua profissão de médica psiquiatra com a divina missão de esposa, mãe e avó, cujo amor é sempre permanente na alegria ou na adversidade dos familiares e amigos.
Diletos Ronald e Nadja, impregnados de humanismo adiram à filosofia kantiana porque trata o homem como um fim e, se possível, procurem lenir o sofrimento dos excluídos. Imortalizem o bem na materializada e enferma sociedade!
Juarez Miguel é advogado

domingo, 1 de agosto de 2010

MÁS COMPANHIAS

Próximo a completar quatro decênios de atividade médica, tenho colecionado muitas histórias tristes. De tantas, as que mexem mais com os meus sentimentos são aquelas de envolvimento de jovens com drogas.Embora fora da minha área de atuação, o fato de pertencer ao quadro clínico de um hospital psiquiátrico faz com que me defronte com essa maldição com uma frequência assustadora. Tenho encontrado famílias aniquiladas, pais impotentes, ao lado de pacientes desesperadamente irrecuperáveis. O choque é maior nos casos em que conheci aquele usuário na infância.Ainda que estudiosos identifiquem desajustes familiares como uma das principais causas, é comum que os pais assinalem o início dos males às “más companhias”, com as quais os filhos teriam desandado, teriam feito uma espécie de curso preparatório até mergulhar de cabeça no inferno das “viagens”. Com o tempo, aquele menino bom transforma-se, ele próprio, na “má companhia” que os outros pais rotulam e abominam. É um elo maldito.
A completa dependência costuma transformar pacatos adolescentes em ousados delinquentes. Tendo como pano de fundo a ameaçadora onipresença do traficante, não existe barreira moral ou ética para a obtenção dos bagulhos, das pedrinhas, do pó, do pico. Como numa hecatombe, as residências vão se despindo de objetos valiosos. Das joias a botijões de gás, negociados a preço de banana. Na sanha destruidora, nem velhos calçados escapam (“Há sempre um chinelo velho para um pé doente”). No fim, sobram as quinquilharias que o traficante rejeita. Participação em roubos e assassinatos completa o quadro desolador. A morte precoce os espreita.Problema policial, político e de saúde pública, diria até de segurança nacional, nem Lula ou qualquer outro dirigente tiveram peito de encarar esse desafio. Agora, com a campanha para a sucessão presidencial na rua, creio ter chegado um excelente momento para discutir a questão. Revela-se estéril a insistência em comparar Lula X FHC, pelo simples fato de nenhum dos dois ser candidato.Infelizmente, as perigosas ligações do PT com as Farc (narcoguerrilheiros colombianos) certamente irão inibir as discussões. É voz corrente que a credibilidade das Farc no país de origem é baixa justamente pela conjunção promíscua com os traficantes.
Entre nós, se uma das partes insistir em classificar o tema das drogas como “baixarias da oposição”, teremos perdido uma excelente oportunidade de tentar controlar esse câncer social.

ABRAÃO, SODOMA E GOMORRA

Humilhada na Copa do Mundo com acachapante derrota de 4 x 0, a Argentina deu a volta por cima e conseguiu legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Foi uma vitória espetacular e inédita no continente, em que o país de Maradona deu uma goleada no preconceito. Comemorada por milhões de pessoas do mundo inteiro, aqui mesmo entre nós, vários colegas médicos e professores perderam a timidez e passaram a mostrar aquele ar triunfante, tipo: “Estamos já chegando lá”. O fato se torna mais impressionante pelo detalhe de o homossexualismo ainda ser visto com restrições, mesmo em países do “primeiro mundo”. Com efeito, é comum a violência patrocinada pelo Estado, como no caso das Repúblicas teocráticas islâmicas, que tem no Irã dos Aiatolás sua expressão mais bem esculpida. A crença em poder acabar com o homossexualismo na chibata leva o alucinado dirigente Ahmadinejad a anunciar a ausência de homossexuais no Irã.O tema é mesmo polêmico. Enquetes revelam que entre pessoas comuns há resistências em aceitar a legalização da união, enquanto um aplauso maciço, diria incondicional, vem do meio artístico. Nessa profissão, aliás, há cada vez mais gente “saindo do armário” e admitindo sua condição, sem temer eventual perda de prestígio.Entre nossos políticos, lamentavelmente, expor sua posição ainda não se tornou habitual. Seria bem mais saudável que candidatos a postos eletivos tivessem a naturalidade em explicar como lidam com sua sexualidade. Ao contrário, preferem exibir-se ambíguos, como irresistíveis garanhões e/ou lobas insaciáveis. Não obstante, a convicção, hoje, é de que nosso País alcançou a maturidade para ter um presidente gay.A abordagem atual é por conta de texto na Gazeta de Alagoas desta semana sobre Deus e Abraão, versando sobre os diálogos que antecederam a destruição de Sodoma e Gomorra. É crença bíblica que essas cidades teriam sido detonadas por Deus pelas “iniquidades” (leia-se, homossexualismo) praticadas por seus habitantes. Afora a exegese que afirma “enamoramento” de Abraão por Deus, o frívolo “diálogo” entre os dois enquanto se decidia a morte de milhares de pessoas – crianças inclusive – é um desafio ao bom senso.Admitindo a verossimilhança da narrativa bíblica, não restam dúvidas de que a destruição de Sodoma e Gomorra é um dos maiores marcos da intolerância sexual. Além de não acabar com o homossexualismo no mundo, tornou-se o símbolo definitivo do preconceito divino.

domingo, 18 de julho de 2010

A TEORIA DO PERDIGUEIRO MAGRO



O cirurgião Luiz Carlos Buarque de Gusmão, meu companheiro de plantão em Arapiraca, é celebrado como um dos mais tinhosos caçadores do agreste e do sertão. Respeitado professor de anatomia da Ufal,Manga-Rosa – apelido que virou sobrenome, acompanhado de seus perdigueiros, sobreviverá ainda muitos anos como caçador, tudo indica que, como anatomista, é um dos últimos da espécie.Aos não iniciados na Arte de Hipócrates uma explicação: desde os primórdios o ensino da anatomia constituiu-se na porta de entrada e num dos principais pilares do conhecimento médico. Grande gargalo do curso, não é por acaso que os professores que a ela se dedicam revestem-se de uma peculiar aura que os tornavam odiados ou amados, indiscutivelmente os mais temidos do curso.Embora professores de outras áreas médicas corram o risco de ser varridos do planeta, na anatomia a coisa ficou difícil: a carga horária de dois anos vem sofrendo progressivo cruel processo de atrofia até o momento atual, restrita a magras semanas. A tendência é piorar. Os mentores da atual grade curricular dos cursos de medicina não fazem segredo de que a orientação precípua do curso é para “formar cidadãos” que se tornem sensíveis às grandes questões nacionais: injustiças sociais, desemprego, concentração de riquezas e outras que tais. Medicina que é bom, se sobrar tempo, será destinada às demandas do SUS.Ninguém, pois, deverá estranhar se as vagas nos cursos médicos forem ocupadas por engajados filósofos, historiadores, assistentes sociais, sociólogos, cientistas políticos – naturalmente gauchistes –, que é para apimentar a doutrina.Aliás, sobre esse tema, a revista Veja (ed. 2171) desta semana traz interessante contribuição assinada por Gustavo Ioschpe.Mas o que eu queria mesmo era aproveitar as lições do ardiloso caçador de nambu e aplicar ao time do Brasil. É que nas horas vagas, Manga-Rosa dá aulas de estratégias de caça. Sobre o perdigueiro ensina: 1) Odeia mau atirador; 2) Para ser bom, tem que ser magro; 3) Lugar de cachorro gordo é no colo. Ao observar o time do Brasil, logo se destacam os lulus de madame: Kaká e Robinho (Ronaldo “Fenômeno”, Ronaldinho e Adriano CV fizeram escola) que gordos e mimados, de papadinha, tropeçando na bola, fracos de pontaria, até agora pouco fizeram para justificar a fama. Já Maicon, Juan, Lúcio e Gilberto Silva eram os perdigueiros magros que até ontem garantiam o êxito da “caçada

NUDEZES E BARBÁRIE



A ausência de Eduardo Bonfim das páginas da Gazeta às sextas abre um vazio. Afastado por conta de lei eleitoral, repito mais uma vez: seus artigos me inspiram. Para compensar, os editores publicaram texto inédito do pranteado d. Fernando Iório, uma das maiores figuras do clero alagoano e um dos articulistas mais lúcidos deste espaço.
Mas o momento é de reflexão. Menos pela eliminação do Brasil da Copa do Mundo, um acontecimento normal quando duas equipes se confrontam. Uma delas há que sair vitoriosa. Ao contrário do que pensa boa parte da imprensa burguesa, golpista, reacionária e hegemônica (como diria Bonfim), não considero nem Dunga nem Lula os responsáveis pelo insucesso.
A culpa de Dunga seria pela insistência em escalar gente do quilate de Felipe Melo, o “Abominável Homem da África”. A Lula atribui-se uma aura de azar, de mau agouro, o chamado “pé de galocha”, sobretudo quando o assunto é seleção. Embora não acredite nessas coisas, coincidência ou não, foi apenas o presidente cavalgar seu “Lula I” em direção à África para ocorrer o fracasso.
Em meio à decepção, o bálsamo foi a goleada que os argentinos tomaram da Alemanha. Los hermanos haviam sido desumanos com a nossa dor, de modo que o troco dos brasileiros era inevitável. Além disso, livramo-nos (em nome da estética) do visual despido de Maradona. Como se sabe, d. Dieguito comprometera-se em desfilar no pêlo em praça pública.
Aliás, despir-se em público também fazia parte das promessas da modelo paraguaia Larissa Riquelme. Não obstante a desclassificação dos guaranis, a “namoradinha do Mundial”, para alegria de milhões de torcedores, mostrou os montes e vales que compõem sua exuberante anatomia.
Nem só de glamour vive o mundo esportivo. Com efeito, o ritual macabro que eliminou a jovem paranaense Eliza Samúdio desnudou um dos seus lados mais sórdidos. Frequentadora dos bacanais e surubas dessa turma de deslumbrados (o universo político é superponível), a gravidez e o pedido de pensão para a criança soariam como uma traição imperdoável para o goleiro psicopata. O tal de Bruno não admitia posar de “babaca” para os colegas. Afinal de contas, a moça não era nenhum modelo de castidade.
Com a carreira sepultada, graças à lassitude das leis, o mandante e seus comparsas deverão estar livres em poucos anos. O que esperar de um país que mantém impune o “chefe da quadrilha dos mensaleiros”, coincidentemente, paparicado expoente da política nacional?
10/07/2007

OS CANDIDATOS


O candidato José Serra tem tido dificuldades para explicar o porquê do descumprimento de sua promessa de nunca abandonar o governo paulistano para se candidatar a outro posto. Como estamos em fim de mandato para os governadores, talvez ele possa dizer que o cumpriu “integralmente”.
Outro ponto indigesto de sua campanha (além do DNA tucano) tem sido o preço dos pedágios nas estradas de S. Paulo, privatizadas ao longo dos anos das gestões do seu partido.
Seus grandes trunfos residem no histórico de prévias campanhas, com mais vitórias que derrotas, de manter-se à frente do maior estado da Federação e de não ter se envolvido com grandes escândalos financeiros – ao contrário de outro paulistano, doutor Paulo Maluf, “o político mais ficha limpa do Brasil” (segundo o próprio).
Como ministro da Saúde, Serra não se saiu tão mal. Embora cognominado de “Ministro da Dengue”, jacta-se de haver quebrado a patente dos medicamentos para aids. Foi durante sua gestão que os médicos passaram a receber oitenta reais por um parto e quatro reais por uma consulta. Um espanto!
Olho para o Serra e cada vez menos entendo os eleitores. Como um sujeito chato e sem graça consegue chegar tão longe?
Dilma Rousseff hoje posa de Madalena quase arrependida. Seu passado é mais forte que o da Moça do Wando. Aos 16-18 anos, olhou para o Brasil e o enxergou sem perspectivas.
Na sua óptica, o futuro estava no comunismo e para tal enturmou-se em grupos de guerrilhas e assaltos, sob a desculpa do combate à ditadura militar. Há quem a veja como uma simples bandida, outros como
uma heroína.
Beatificada pelo presidente Lula, tudo que existe de bom no governo, segundo seu criador, tem a varinha mágica da fada madrinha. A essa altura, não fora ela uma tremenda mala sem alça, já era para estar com 60-70% das intenções de voto.
Dona Dilma, como Serra, também tem dissabores. Afeita a dossiês, tudo indica que essa atividade não é o seu forte.
Acusada de forjar currículo em que se dizia mestra e doutora pela Unicamp, foi pega com a mão na botija desconstruindo dona Ruth Cardoso e, mais recentemente, o enjoado Eduardo Jorge (o EJ).
Na modesta opinião do comentarista, DR é a virtual presidente do Brasil. É também uma experiência de laboratório, um ser in vitro, que a qualquer momento irá escapar do controle do seu idealizador.
Marina Silva! Marina morena! Um lírio nesse pântano fedorento. Infelizmente, boa demais, saudável demais. Uma fatia de peixe cru sem sal.