Com os netos, do meu exílio espiritual na Flórida, tento acompanhar pela rede as novidades no Brasil, em particular as de Alagoas. A carne é fraca: às vezes dou uma olhada nos shoppings, cérebro e coração do “decadente capitalismo selvagem”, que, segundo os entendidos, está na UTI respirando artificialmente. Confesso a surpresa, não só ao ver esses sodalícios do consumismo em ebulição, como ao trafegar por suas imensas rodovias. Se tudo isso está prestes a acabar é uma pena. É um País muito organizado, talvez algo monótono.
Monotonia é um termo que não se aplica ao nosso torrão de palmeiras e sabiás. O sucesso da 2ª Flimar (Festa Literária de Marechal Deodoro) repercutiu, sem exageros, no mundo inteiro, deixando Alagoas no roteiro dos grandes eventos literários do País. Também comemoro a prisão dos supostos matadores do vereador e professor da Ufal Luiz Ferreira. No mesmo viés, uma espécie de prévia condenação dos acusados pelo seu partido, o PT. O rito sumário leva a crer que a sigla não convive bem com suspeitos de assassinatos, não obstante a aparente leniência com crimes de corrupção. Está aí a denúncia dos Taturanas da Assembleia, e ninguém do PT é posto na geladeira.
No plano nacional, a imprensa golpista e hegemônica concentrou as baterias numa humilde doméstica que servia à família do ministro do Turismo e era paga com o dinheiro público. Uma bobagem ética que a maioria dos políticos com mandato pratica e nunca deu em nada. A “tesa” dos jornalistas é porque o sujeito era ministro da Dilma e indicação dos Sarney.
À propósito do uso da máquina pública em proveito pessoal, sob o título Raízes da Violência Política em Alagoas foi divulgado, nesses dias, texto do historiador Golbery Lessa. Trata-se de um ensaio abrangente aplicável ao Brasil inteiro. Quando GL diz, por exemplo, que os governantes alagoanos confundem patrimônio privado com o público, mesmo sem mirar, ele acerta na testa de Lula e seus apaniguados; de Sarney, Maluf, ACM, Roriz, Arruda, dentre tantos.
O remorso está me torturando. Semana passada, destaquei o acervo de Jorge de Lima, exposto na sede da Academia Alagoana de Letras. Quis o destino que alguém surrupiasse de lá uma bomba d’água, quem sabe pensando pertencer ao autor de
Nega Fulô. A ação criminosa teria gerado clima de insegurança entre os acadêmicos. Certamente por isso, a esperada eleição para preencher a vaga de d. Fernando Iório, marcada para a quarta, 14, tenha sido mais uma
vez adiada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário