terça-feira, 14 de junho de 2011

PALOCCI, KIT GAY E CIDADANIA

28 de maio de 2011
A humilhação ronda o governo Dilma Rousseff. Quem primeiro mostrou as manguinhas foi Ana Hollanda, facilitando a vida de parentes com o dinheiro público. Há também, desde sempre, o trapalhão Edison Lobão, o lobo mau da energia.
Como numa epidemia, de uma só vez, apareceram o médico trotskista Antonio Palocci e o “educador” Fernando Hadadd, ministro da Educação.
Reincidente, o ex-prefeito de Ribeirão Preto conseguiu driblar denúncias de contubérnio com empresas do lixo. (Prefeitos adoram o lixo). Depois disso, ainda ministro de Lula, foi acusado de habitualidade em homéricas surubas em uma mansão brasiliense, fato que determinaria o estupro da conta bancária do dedo-duro, o caseiro Francenildo. Desmoralizado em todas as frentes, foi defenestrado do cargo, embora tenha dado a volta por cima conseguindo eleger-se deputado federal.
O cara não é fraco. Até então um pé de chinelo, em quatro anos AP construiu invejável fortuna. Provando que comunista não faz voto de pobreza (nem de castidade) multiplicou pães e peixes. Oficialmente a grana teria se originado de consultoria a grandes firmas. Tudo bem. Palocci é sanitarista. Foi ministro da Fazenda. Entenderia ele de economia o suficiente para ser tão regiamente pago? Ou valeu-se de tráfico de influência – na Receita Federal, por exemplo – para facilitar a vida dos clientes?
Pintam outras origens: doações para a campanha de Dilma, lavadas na empresa de consultoria, teriam ido parar nas contas bancárias do sanitarista. Ou então, a grana do lixo finalmente enxaguada e desovada...
Fernando Haddad – como diria Hebe – é uma gracinha. Nesse imbróglio do “kit gay” e da gramática que odeia a gramática saiu-se pessimamente. Os companheiros dos movimentos homossexuais não perdoaram sua tibieza e disseram com todas as letras que ele havia “amarelado”. Enquanto amarelava, um seu assessor, ar debochado, arrancando risos e gritinhos da plateia, assegurava que o ministério ficara três meses discutindo o quanto a língua vasculha e traquina numa transa homo.
Pobre presidente. Valetudinária, pálida e com olheiras, refém do PMDB e do próprio partido – e até da “bancada evangélica” (Garotinho & Cia) – chantageada, para salvar o seu ministro, foi impelida a vetar o uso do “kit gay”.
Fique triste não, seu Haddad. Não jogue fora seus videozinhos eróticos. Tem muitas faculdades de medicina, Brasil afora, loucas para incluí-los na sua grade curricular, como imprescindível equipamento para o curso de cidadania.

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